Estudo investiga como fica o cérebro de diabéticos com o avanço da idade

Postado em 16 de novembro de 2019 | Autor: Redação Nutritotal

Entenda a relação entre o diabetes com o declínio cognitivo do cérebro

Mulher idosa sentada sorrindo tomando café da manhã em mesa com café e cesta de frutas

O tratamento da diabetes pode ajudar a reduzir o risco de dano cerebral | Imagem: Shutterstock

Já são 8,9% da população brasileira diagnosticada com diabetes, segundo dados do Ministério da Saúde. E a doença, mesmo sem ter uma cura, pode ser controlada ao decorrer da vida, inclusive entre as pessoas mais velhas, a fim de evitar consequências mais graves à saúde.

E uma dessas decorrências, a relação entre o cérebro do idoso e o diabetes, foi analisada por cientistas em um estudo divulgado no Annals of the New York Academy of Sciences. A pesquisa teve como intuito analisar tanto o diabetes tipo 1 quanto o tipo 2 em relação ao declínio cognitivo ao decorrer da idade, e apontou que ambos os tipos estão associados a diminuições que variam de leves a moderadas na função cognitiva.

Ainda assim, mais estudos precisam ser feitos para concluir o verdadeiro impacto que a doença pode trazer ao cérebro das pessoas mais velhas.

Impacto no cérebro

Segundo a nutricionista clínica Ana Carolina Vicedomini, o diabetes, principalmente em indivíduos idosos, tem sido relacionado com déficits cognitivos e síndromes geriátricas. Isso porque o tipo 2 da doença é geralmente diagnosticado em uma idade mais avançada e é comumente associado à obesidade, resistência à insulina e hipertensão, que podem também ter um impacto negativo no cérebro.

Os déficits cognitivos, incluindo velocidade para processar informações, eficiência psicomotora, memória, atenção e função executiva, quando somados à presença de hiperglicemia, também podem aumentar a incapacidade física, trazendo dificuldades na realização de atividades da vida diária.

Por esse motivo, diversos trabalhos têm procurado explicações para a associação entre diabetes e disfunções cognitivas, mas seu mecanismo ainda não está compreendido.

Este conteúdo não substitui a orientação de um especialista. Agende uma consulta com o nutricionista de sua confiança.

Consultoria científica da nutricionista clínica Ana Carolina Vicedomini, especialista em Terapia Nutricional, pesquisadora do grupo CEGECC-FMUSP e tutora do Ganep Educação.

Ministério da Saúde, 2018.

A. Moheet. et al. Impact of diabetes on cognitive function and brain structure. Annals of the New York Academy of Sciences, 2015.

FERREIRA, Mari Cassol et al. Redução da mobilidade funcional e da capacidade cognitiva no diabetes melito tipo 2. Arquivos Brasileiros de Endocrinologia & Metabologia, [s.l.], v. 58, n. 9, p.946-952, dez. 2014. FapUNIFESP (SciELO).

ALMEIDA-PITITTO, Bianca de; ALMADA FILHO, Clineu de M.; CENDOROGLO, Maysa S.. Déficit cognitivo: mais uma complicação do diabetes melito?. Arquivos Brasileiros de Endocrinologia & Metabologia, [s.l.], v. 52, n. 7, p.1076-1083, out. 2008. FapUNIFESP (SciELO).

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