Alimentos para reduzir o colesterol: o que realmente funciona?

Postado em 5 de agosto de 2019 | Autor: Redação Nutritotal

Conheça mais sobre a dieta que visa a redução da gordura no organismo

Nas redes sociais e nos aplicativos de conversa, muitas notícias que são compartilhadas em grupos de amigos ou familiares apontam alguns alimentos como “heróis” para reduzir o colesterol. Mas não são todos eles que podem, de fato, ajudar a diminuir essa gordura no organismo.

De acordo com a Sociedade Brasileira de Endocrinologia e Metabologia (SBEM), manter uma dieta adequada para o controle dos níveis do colesterol LDL e HDL é de extrema importância, incluindo os alimentos certos. Isso porque são justamente eles que fornecem ao organismo gorduras poli-insaturadas, monoinsaturadas e saturadas, que podem afetar diretamente o funcionamento do sistema cardiovascular.

Além disso, para seguir um plano alimentar que tenha como objetivo reduzir a ingestão de gordura é preciso contar com o acompanhamento profissional de um nutricionista. É ele quem apontará o que ingerir e o que evitar na alimentação diária.

Mas para ajudar na orientação dos alimentos que diminuem o colesterol, separamos a seguir alguns mitos e verdades baseados em estudos científicos. Confira!

4 mitos e verdades sobre alimentos para reduzir o colesterol

Nem tudo o que circula de informação sobre o assunto tem evidência científica. Saiba agora o que os últimos estudos comprovam sobre o assunto.

Mesa com ovos, aveia e maçãs

Alguns alimentos podem contribuir para reduzir o colesterol | Imagem: Shutterstock

O consumo de aveia pode ajudar a diminuir o colesterol

Verdade. Segundo a Sociedade Brasileira de Endocrinologia e Metabologia (SBEM), comer mais fibras solúveis, encontradas em alimentos como a aveia, os flocos de milho, as ameixas e em várias frutas e verduras pode contribuir para diminuir o colesterol no sangue.

Óleo de coco é mais um alimento útil para reduzir o colesterol

Mito. Um estudo feito na Universidade de Cambridge (Reino Unido) comparou durante um mês os efeitos nos níveis de colesterol da ingestão de óleo de coco com azeite de oliva e manteiga. Como resultado, o óleo de coco tem um impacto menos negativo no colesterol em comparação com a manteiga. Porém, não podemos esquecer que ele é fonte de gordura saturada e, segundo a Sociedade Brasileira de Cardiologia, não deve ser utilizado para tratamento do colesterol alto. A Sociedade Brasileira também recomenda que pacientes com risco de doenças cardiovasculares devem evitar a ingestão da gordura saturada.

Óleo de soja é capaz de reduzir as gorduras no organismo

Mito. O óleo de soja é fonte de gordura poli-insaturada, assim como outros óleos vegetais como milho e girassol. A SBEM explica que esse tipo de gordura também aumenta o colesterol, mas não na mesma intensidade que as gorduras saturadas.

Ovo não causa doenças cardíacas relacionadas ao colesterol

Mito. Um recente estudo da Northwestern University (EUA) mostrou que um consumo maior de ovos aliado ao de alimentos com alto nível de colesterol, como as carnes vermelhas, pode aumentar o risco de doenças cardiovasculares e de mortalidade por diversas causas. Na avaliação do estudo, comer meio ovo por dia aumenta 1.11% o risco de DCV. Por isso, a recomendação do estudo é continuar a comer alimentos ricos em gordura saturada com moderação. Em suma, o consumo de ovo com o aumento de risco cardiovascular é uma questão que traz muitos dados controversos.

 

Este conteúdo não substitui a orientação de um especialista. Agende uma consulta com o nutricionista de sua confiança.

Referências bibliográficas:

Khaw K. et al. Randomised trial of coconut oil, olive oil or butter on blood lipids and other cardiovascular risk factors in healthy men and women. University of Cambridge School of Clinical Medicine, 2018.

Victor W. Zhong, Linda Van Horn, Marilyn C. Cornelis, John T. Wilkins, Hongyan Ning, Mercedes R. Carnethon, Philip Greenland, Robert J. Mentz, Katherine L. Tucker, Lihui Zhao, Arnita F. Norwood, Donald M. Lloyd-Jones, Norrina B. Allen. Associations of Dietary Cholesterol or Egg Consumption With Incident Cardiovascular Disease and Mortality. JAMA, 2019

Sociedade Brasileira de Endocrinologia e Metabologia. Acesso em jul. 2019.

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