Alimentos que ajudam a aliviar a dor da fibromialgia

Postado em 12 de março de 2020 | Autor: Redação Nutritotal

Veja como o que você come no dia a dia pode ser eficaz contra dores crônicas

Pacientes que possuem fibromialgia sabem que a dor sentida é capaz de durar longos períodos. O incômodo ainda pode vir acompanhado de fadiga, fraqueza muscular e sensibilidade no corpo. Em algumas pessoas, até casos de depressão podem ser consequentes. Não à toa, quem possui essa doença crônica acaba pesquisando métodos para aliviar a dor sentida – e, nesse aspecto, uma medida que está ao alcance de todos é a alimentação. Existem alimentos que podem ajudar a aliviar a dor da fibromialgia.

Segundo um estudo publicado pelo Novel Techniques in Arthritis & Bone Research, a doença é mais comum em mulheres do que em homens, e sua origem permanece incerta, mas sabe-se que ela afeta principalmente o sistema nervoso central, causando a dor.

Para evitar que esses sintomas se agravem, portanto, uma alimentação equilibrada pode fazer toda a diferença. Veja alguns alimentos que ajudam a aliviar a dor da fibromialgia, de acordo com os cientistas:

Conheça 4 alimentos que ajudam a aliviar a dor da fibromialgia

Diversos estudos têm revelado o que contribui com o bem-estar dos pacientes.

Mulher sentada em frente a notebook. Uma mão está no teclado e, a outra, ela pressiona a lateral do pescoço. Ela está com os olhos fechados, indicando sensação de dor.

Quem possui fibromialgia sente fortes dores que podem atrapalhar a rotina | Imagem: Shutterstock

Dieta à base de plantas

A pesquisa postada no Novel Techniques in Arthritis & Bone Research também avaliou que uma dieta vegetariana combinada com alimentos integrais e com baixo índice glicêmico, e que seja isenta de alimentos de origem animal e tenha pouca gordura, pode diminuir a dor em pacientes com condições crônicas como a fibromialgia.

Cenoura e batata-doce

Alimentos ricos em carotenoides, como o caso de algumas raízes e tubérculos, podem ajudar no alívio da dor causada pela fibromialgia, de acordo com um estudo publicado pelo BMC Complementary and Alternative Medicine. No estudo, esses alimentos fizeram parte de uma dieta plant-based, além de alguns vegetais.

Frutas vermelhas

Framboesa, mirtilos e outras berries são ricas em flavonoides, que assim como os carotenoides, podem auxiliar no controle das dores da fibromialgia. Além delas, nozes e sementes também podem ajudar, segundo o estudo divulgado pelo BMC Complementary and Alternative Medicine.

Gengibre

Um estudo publicado pelo Inflammopharmacology e feito em camundongos mostrou que o consumo de gengibre é capaz de diminuir significativamente a resposta inflamatória da fibromialgia. O trabalho também revelou que a raiz pode melhorar as mudanças comportamentais relacionadas a distúrbios cognitivos, como ansiedade e depressão. Mas ainda são necessários estudos feitos em humanos para certificar esses indícios.

Vale ressaltar que muitos dos alimentos apresentados podem ajudar a melhorar as dores por exercerem funções anti-inflamatórias e antioxidantes, mas não devem ser encarados como medicamentos ou solução/tratamento único da doença. A alimentação adequada, realização de hábitos de vida saudável e o acompanhamento de um profissional de saúde especializado devem fazer parte da rotina desses pacientes. Segundo os estudos, as terapias com dieta podem ser recomendadas como um complemento seguro para o tratamento médico padrão da fibromialgia.

 

Este conteúdo não substitui a orientação de um especialista. Agende uma consulta com o nutricionista de sua confiança.

Referências bibliográficas:

Clifton A. et al. Whole-Foods, Plant-Based Diet Alleviates the Symptoms of Fibromyalgia. Novel Techniques in Arthritis & Bone Research, 2017.

Michael D. et al. Fibromyalgia syndrome improved using a mostly raw vegetarian diet: An observational study. BMC Complementary and Alternative Medicine, 2001.

De la Paz M. et al. Ginger rhizome enhances the anti-inflammatory and anti-nociceptive effects of paracetamol in an experimental mouse model of fibromyalgia. Inflammopharmacology, 2018.

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