Você sabe quais alimentos podem ser considerados supérfluos para o organismo?

Postado em 10 de janeiro de 2020 | Autor: Redação Nutritotal

Conheça o que é melhor evitar na alimentação por não agregar nenhum nutriente

Nas embalagens de biscoitos, sorvetes e outros produtos no mercado, você já deve ter visto um aviso dizendo: “não contém gordura trans”. Mas a realidade por trás desses e de outros inúmeros produtos é que, apesar do aviso, ainda pode haver a presença desse componente nos alimentos, que é considerado um dos “nutrientes supérfluos” para a nossa saúde.

A gordura trans industrializada, presente em alimentos congelados, massas e doces, é usada para fazer com que o prazo de validade e a conservação daquele item sejam prolongados o máximo possível. Porém, segundo a Organização Mundial da Saúde, o organismo não precisa consumir gordura trans para o dia a dia e, mesmo em pequenas quantidades, a substância pode aumentar os fatores de risco para doenças cardíacas.

Além da gordura trans, altos níveis de açúcares, sal e conservantes também podem fazer mal, e não precisam fazer parte da sua alimentação diária. Para você saber o que mais pode ser considerado como “supérfluo” na sua dieta, montamos uma teste a seguir, participe:

Teste: quais os impactos dos alimentos supérfluos?

Os alimentos supérfluos não agregam nutrientes e, ainda, podem fazer muito mal ao organismo.

Mulher negando com a mão pessoa que a oferece donuts e bolinhos

Alimentos supérfluos podem prejudicar a saúde | Imagem: Shutterstock

1 – O que o consumo frequente de macarrão instantâneo pode provocar em pessoas saudáveis?




Se você disse D, acertou. O macarrão instantâneo, também chamado de miojo, é capaz de aumentar o risco de doenças como obesidade e diabetes, já que seu consumo frequente está associado à elevação da pressão alta, do triglicérides e da glicemia no organismo. Ao menos foi isso que concluiu um estudo divulgado no periódico Nutrition Research and Practice, feito com jovens universitários em Seul, na Coreia do Sul. Uma opção nesses casos é trocar a massa instantânea por uma fresca e integral.

2 – Comer uma fatia de pão com margarina é melhor do que uma fatia de pão com manteiga. Essa afirmação é:


A resposta certa é a B, mentira. Primeiramente, é importante ressaltar que nem uma e nem outra são, de fato, consideradas saudáveis para o consumo diário, pois ambas são fontes de gorduras. Mas dentre elas, a margarina, segundo uma pesquisa divulgada pelo Epidemiology, pode ser mais prejudicial, trazendo até o risco de doenças cardiovasculares.

3 – Qual destes alimentos é o mais saudável para se temperar uma salada?




A resposta correta é a C. O azeite de oliva é rico em gorduras monoinsaturadas, necessárias para a alimentação diária. Por essa propriedade, o ingrediente é, inclusive, um dos principais alimentos que estão na dieta que protege o coração. Em compensação, os outros três alimentos citados nas respostas passam por um processo de industrialização, onde podem ser acrescentados componentes conservantes, açúcares e, até mesmo, a gordura trans, que é considerada supérflua para o organismo.

4 – Cerca de 20% dos alimentos industrializados no Brasil, incluindo aqueles que dizem não ter a gordura trans, podem possuir a substância. Essa afirmação é:


Acertou quem disse A. Uma pesquisa divulgada este ano pelo periódico Nutrients mostrou que um quinto dos alimentos industrializados do Brasil pode omitir informações de gordura trans, como a presença de gordura hidrogenada e óleos vegetais. Segundo o estudo, isso também foi percebido em embalagens que diziam não conter a gordura na composição.

 

Este conteúdo não substitui a orientação de um especialista. Agende uma consulta com o nutricionista de sua confiança.

Referência bibliográfica:

Organização Mundial da Saúde, 2018.

In Sil H. et al. Instant noodle consumption is associated with cardiometabolic risk factors among college students in Seoul. Nutrition Research and Practice, 2017.

Qing L. et al. Theoretical effects of substituting butter with margarine on risk of cardiovascular disease. Epidemiology (Cambridge, Mass.), 2017.

Ricardo C. et al. Trans Fat Labeling Information on Brazilian Packaged Foods. Nutrients, 2019.

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