Como realmente funciona o jejum intermitente

Postado em 31 de janeiro de 2019 | Autor: Redação Nutritotal

Será que dá fome? E emagrece mesmo pular refeições – ou será que engorda? Respondemos as dúvidas mais comuns sobre essa dieta

Certo tempo atrás era muito comum ouvir que, para emagrecer, o mais indicado era se alimentar de três em três horas. Contudo, uma nova moda no universo das dietas surgiu recentemente para mostrar uma alternativa a essa regra para quem deseja perder peso rapidamente: o jejum intermitente. Pelo método, a rotina de pular refeições é que pode ser mais eficaz para a redução das medidas.

Mas, afinal, será que os resultados do jejum intermitente são mesmo tão positivos? E ficar tanto tempo sem se alimentar é saudável mesmo? Não dá fome? Para responder essas e outras dúvidas comuns, a seguir você confere alguns mitos e verdades esclarecidos sobre a dieta.

Mitos e verdades sobre o jejum intermitente

Respondemos 6 dúvidas sobre esse tipo de alimentação. Confira:

Prato sobre a mesa com relógio em cima e indicativo de proibido

Nesta dieta passam-se horas sem comer| Imagem: Shutterstock

No jejum intermitente não pode nem tomar água

Mito. O jejum intermitente pode ser feito de diferentes formas, sendo que uma das mais comuns é passar 12 horas sem comer (geralmente, o tempo marcado entre a última refeição do dia e a primeira do dia seguinte). Mas nessas horas a restrição vale principalmente para alimentos sólidos. Água e outras bebidas específicas, não calóricas, estão liberadas, sim, como chás e até mesmo café.

Seguir o jejum intermitente não causa fome

Mito. Pesquisadores da Universidade de Oslo, na Noruega, acompanharam o desafio de 112 pessoas durante um ano para perder peso. Para atingir o objetivo, elas foram divididas em dois grupos, cada um seguindo um tipo de dieta: metade realizou o jejum intermitente enquanto o restante passou por restrição energética contínua. Os resultados de ambos foram positivos, porém, ao final, os relatos de fome foram mais constantes entre os adeptos do jejum.

A dieta emagrece

Verdade. O mesmo estudo apontou que os seguidores do jejum intermitente chegaram a perder, em média, 8 kg durante o ano. Dependendo do organismo, profissionais apontam que é possível perder até mesmo 3 kg por semana. A pesquisa também revelou que o reganho de peso após um ano foi mínimo, uma média de 1,1 kg.

E é capaz de reduzir medidas

Verdade. Outro resultado do estudo norueguês mostrou que foram perdidos 8,7 cm de circunferência de cintura entre os participantes que seguiram o jejum intermitente. Uma explicação é que, na dieta, o corpo produz menos insulina e, daí, o acúmulo de gordura corporal diminui.

Nas refeições liberadas, pode comer de tudo

Mito. Para obter os melhores resultados, o ideal é fazer pratos reforçados, mas muito bem equilibrados nas refeições liberadas durante a dieta. Priorizar alimentos saudáveis, como verduras e frutas, é importante, além de optar por ingredientes que promovem a saciedade (o que ainda vai ajudar a passar horas sem comer!), como oleaginosas.

A ciência vem apontando que a prática pode até aumentar a expectativa de vida

Verdade. Um estudo da Universidade de Harvard, nos Estados Unidos, apontou indícios de que o jejum intermitente seria capaz de estender a expectativa de vida e promover a saúde. Uma descoberta importante para chegar a essa conclusão foi a de que a restrição alimentar em vermes retarda o envelhecimento de suas mitocôndrias, estruturas produtoras de energia nas células. Um estudo anterior no mesmo país que mostrou benefícios do jejum intermitente também apontou a melhora da saúde mitocondrial como uma das justificativas para os bons resultados. Contudo, ainda faltam comprovações em humanos.

Está pensando em dar uma chance à dieta da moda também? Então não deixe de procurar um nutricionista. A supervisão com um profissional é fundamental durante o jejum intermitente, para fazer escolhas seguras e conquistar seus objetivos com saúde!

 

Este conteúdo não substitui a orientação de um especialista. Agende uma consulta com o nutricionista de sua confiança.

 

Referências bibliográficas:

Nutritotal Pro. Acesso em 23 de janeiro de 2019.

Sundfør TM, Svendsen M, Tonstad S. Effect of intermittent versus continuous energy restriction on weight loss, maintenance and cardiometabolic risk: A randomized 1-year trial. Nutr Metab Cardiovasc Dis. 2018.

Heather J. Weir, Pallas Yao, Frank K. Huynh, Caroline C. Escoubas, Renata L. Goncalves, Kristopher Burkewitz, Raymond Laboy, Matthew D. Hirschey, William B. Mair. Dietary Restriction and AMPK Increase Lifespan via Mitochondrial Network and Peroxisome Remodeling. Cell Metabolism. 2017.

Mattson M.P., Longo V.D., Harvie M. Impact of intermittent fasting on health and disease processes. Ageing Res. Rev. 2017.

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