Qual a quantia de proteína na alimentação dos idosos?

Postado em 4 de fevereiro de 2019 | Autor: Redação Nutritotal

A proteína é fundamental para preservar a saúde dos ossos na terceira idade, mas não só

Idosos se exercitando em bolas de pilates, segurando halteres

A proteína ajuda a saúde muscular | Imagem: Shutterstock

Um ingrediente que não pode faltar na alimentação dos idosos é a proteína. Ingerir proteína de alta qualidade nutricional após os 65 anos de idade é fundamental para manter a qualidade de vida e, principalmente, a saúde dos músculos. Apenas esse tipo de alimento é capaz de evitar o desenvolvimento da sarcopenia, uma doença em que ocorre uma importante e rápida perda de massa magra e força muscular.

Estudos também têm demonstrado benefícios do aumento da ingestão de proteína na manutenção e/ou ganho de massa muscular em idosos. Recomenda-se que para que haja um ganho de massa muscular, o consumo de proteína deve ser de 1,2 a 1,25 g de proteína/kg/dia e, no caso de idosos com doenças agudas e crônicas (como câncer, diabetes, doenças pulmonares e cardiovasculares) ou pacientes desnutridos, a ingestão deve ser de 1,2 a 2,0 g/kg/dia.

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Como incluir proteína na alimentação dos idosos

É importante saber distribuir bem essa proteína ao longo das refeições durante o dia e também escolher proteína com maior qualidade nutricional. O ideal é que a alimentação do idoso contenha de 25 a 30 g do nutriente a em cada refeição principal (café da manhã, almoço e jantar), com aminoácidos de cadeia ramificada ou de 2,5 a 2,8 g de leucina, um dos aminoácidos que, comprovadamente, mais estimulam a síntese e diminuem a degradação de massa muscular em idosos.

A suplementação de outros tipos de aminoácidos, como a beta-hidroxi-beta-metilbutirato (HMB) e a creatina também tem sido investigada em idosos. O HMB parece ter uma ação importante na síntese de massa muscular, porém mais estudos precisam ser realizados para determinar a dose de ingestão recomendada para os efeitos esperados. O mesmo acontece em relação à creatina, cujos estudos apontam que, quando alinhada à prática de atividade física, parece melhorar a função e desempenho muscular em idosos, sem alterar a função renal.

Portanto, os idosos precisam não só consumir mais proteína, mas também ingerir aquelas de boa qualidade e em quantidades regulares ao longo do dia.

Que tal consultar um nutricionista para orientar essa correta distribuição e oferecer escolhas alimentares para cumprir as recomendações?

 

Este conteúdo não substitui a orientação de um especialista. Agende uma consulta com o nutricionista de sua confiança.

Referências bibliográficas

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