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910 mil adolescentes americanos têm síndrome metabólica

Postado em 11 de dezembro de 2003 | Autor: Patricia Logullo

Pesquisa apoiada pelo Centers of Disease Control and Prevention norte-americano se propôs a verificar se a síndrome metabólica — um complexo conjunto de fatores associados a risco aumentado de doenças cardiovasculares — é freqüente nas pessoas mais jovens. Os resultados mostraram que, apesar de não ser tão prevalente como na população geral norte-americana (em que 23% dos indivíduos são portadores da síndrome), o problema pode atingir atualmente nada menos que 910 mil adolescentes nos Estados Unidos: 4% dos jovens entre 12 e 19 anos.

A síndrome metabólica é diagnosticada quando um indivíduo apresenta obesidade, especialmente abdominal, hipertrigliceridemia, baixa dosagem sérica de colesterol HDL (lipoproteína de alta densidade), hipertensão e hiperglicemia. O problema é muito mais comum entre pessoas mais velhas e entre os mais obesos. O estudo focalizou 2.430 adolescentes norte-americanos que já faziam parte de outro estudo, o Third National Health and Nutrition Examination Survey (conhecido como NHANES III): 4,2% deles apresentavam a síndrome.

Entre os rapazes, o problema é mais freqüente que entre as garotas: 6,1% contra 2,1%, uma diferença estatisticamente significativa. Adolescentes de etnia negra tinham síndrome metabólica menos freqüentemente que os da branca ou mexicana. Aqueles com sobrepeso e obesos eram os mais marcados pela síndrome: 28% deles tinham síndrome metabólica. “Essas crianças e adolescentes representam um problema razoavelmente comum: um daqueles com os quais os pediatras se deparam com freqüência”, alertam os autores.

Os pesquisadores sugerem o uso rotineiro da medida da circunferência abdominal como um marcador de obesidade central, fator de risco para a síndrome metabólica e, conseqüentemente, para doença cardiovascular. “Embora não exista uma definição da síndrome metabólica específica para crianças ou adolescentes, as recomendações atuais são de se tentar identificar os jovens que possam ter complicações decorrentes da obesidade”, relatam. “Desde a coleta de dados do NHANES III, a obesidade e o diabetes têm se tornado mais comuns nos Estados Unidos. Isso quer dizer que provavelmente a freqüência de síndrome metabólica encontrada neste trabalho também esteja subestimada. Esses jovens compõem um grupo que deve ser alvo de programas de mudança de comportamento para redução dos riscos”.

Referência (s)

Cook S, Weitzman M, Auinger P, et al. Prevalence of a metabolic syndrome phenotype in adolescents: findings from the third National Health and Nutrition Examination Survey, 1988-1994. Arch Pediatr Adolesc Med. 2003;157(8):821-7.

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