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Armazém da Saúde confirma resultados da literatura

Postado em 30 de junho de 2010

Esta iniciativa organizada pelo Ganep Nutrição Humana contou com profissionais especializados da nutrição

O GANEP Nutrição Humana organizou durante o GANEPÃO 2010, o Armazém da Saúde, que teve por objetivo a promoção da saúde para a população em geral. A nutricionista e coordenadora do evento, Viviane Chaer Borges, explicou com exclusividade ao Nutritotal a repercussão que esta iniciativa causou para os quatrocentos participantes.

1. O que foi o “Armazém da Saúde” e qual o objetivo do evento?
O Armazém da saúde já é um projeto desenvolvido pelo INCA (Instituto Nacional de Câncer), do Ministério da Saúde. O GANEP Nutrição Humana, com o apoio do INCA, trouxe este projeto para São Paulo. O principal objetivo foi estimular comportamentos relacionados à alimentação saudável e voltados para a prevenção de doenças crônicas, como diabetes, obesidade, além de doenças cardiovasculares e câncer.

Este evento foi uma atividade interativa aberta ao público em que cada interessado simulou uma compra escolhendo réplicas de alimentos ou de embalagens de produtos, de acordo com os hábitos alimentares de sua família. Quando o participante se dirigia ao caixa, ao invés de pagar, ele recebia orientação sobre a qualidade nutricional de suas escolhas.

2. Como foi o envolvimento do público com o Armazém?
Acreditamos que foi uma atividade que despertou bastante interesse da população. Nos três dias de evento, 400 pessoas simularam suas compras e receberam orientação nutricional por profissionais especializados da nutrição. O GANEP contou com a participação de colaboradores especiais, como os nutricionistas Luciana Zuollo Coppini, Sueli Couto, Nivaldo Barroso de Pinho, além das próprias nutricionistas do GANEP, os profissionais do GANEPÃO e GANEP Educação, aos estudantes do último ano de nutrição da Universidade de São Paulo e da Faculdade São Camilo.

3. Qual é o nível de conhecimento sobre nutrição da população?
Apesar de não termos utilizado um instrumento para a coleta destas informações de forma precisa, acredito que mais de 80% da população tem noção do que seja uma alimentação saudável.

4. Como está o hábito alimentar dos brasileiros em geral?
Na minha percepção, apesar do conhecimento do que seja uma alimentação saudável, poucos a praticam. Também não utilizamos um instrumento específico para obter esta informação, mas é possível ter uma ideia do hábito alimentar de acordo com as escolhas alimentares que os participantes tiveram.

Os alimentos mais escolhidos foram os pré-cozidos e congelados (massas, hambúrguer, salsicha etc), além de picanha, carne de porco, lingüiça. O arroz e o feijão, como já apontam vários estudos científicos, foram pouco selecionados, assim como as verduras. Já as frutas e queijos foram moderadamente selecionados. Dentre as bebidas, os sucos industrializados foram mais selecionados do que os refrigerantes. O leite também fez parte do hábito alimentar de alguns.

5. A alimentação dos brasileiros melhorou ou piorou nas últimas décadas?
Acredito que tenha piorado. Como comentei anteriormente, a maior parte das pessoas tem conhecimento sobre o que seja uma alimentação saudável. Entretanto, a grande oferta de alimentos semi-prontos, a correria do dia–a dia, o fato da mulher ter atualmente uma grande carga de trabalho diário fora de casa e, de maneira geral, ser a responsável pela alimentação da família, faz com que rotineiramente as pessoas se alimentem qualitativamente mal.

6. Os estudos epidemiológicos sobre doenças crônicas não transmissíveis confirmam estes resultados?
Sim. Mas os estudos apontam também para outros fatores não verificados neste evento, como prática de atividade física, fatores genéticos, familiares e culturais.

7. Em sua opinião, este tipo de evento é suficiente para mudar os hábitos alimentares de uma pessoa?
Sem dúvida que não. Eventos como este são importantes para estimular as pessoas e para mostrar a importância e o peso que uma alimentação equilibrada exerce na prevenção das doenças crônicas. Vale ressaltar que outras mudanças não relacionadas à alimentação devem ocorrer paralelamente na prevenção destas doenças.

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