fbpx


Como é avaliada a qualidade da proteína de um alimento?

Postado em 31 de outubro de 2008 | Autor: Tatiana Olivato Carvalho

A avaliação da qualidade protéica de um alimento é feita atualmente por um método proposto pela FAO/OMS (Food and Agriculture Organization/ World Health Organization) chamado de PDCAAS (Protein Digestibility-Corrected Amino Acid Score). Esse método avalia todos os alimentos destinados ao consumo de adultos e crianças acima de dois anos de idade.

 

O método considera se a proteína fornece ao organismo os aminoácidos essenciais (aqueles que não são produzidos pelo organismo), na quantidade necessária, considerando sua digestibilidade.

 

O escore de aminoácidos da proteína estudada é obtido por métodos laboratoriais e expresso em miligramas de aminoácidos por grama de proteína ou de nitrogênio. O valor obtido é dividido pelo padrão da tabela de referência.

 

Este resultado é multiplicado pelo índice de digestibilidade, que considera os nitrogênios ingerido, fecal e fecal endógeno, obtidos por ensaios biológicos ou in vitro. Valores iguais ou superiores a 1,0 revelam uma proteína como de boa qualidade.

Exemplo: PDCAAS = mg do aminoácido essencial por g da proteína teste ÷ mg do aminoácido essencial por g da proteína de referência

 

 

 

O PDCAAS revela o balanço de aminoácidos essenciais e a digestibilidade verdadeira da proteína. Os valores mais altos foram encontrados na caseína e no isolado protéico de soja, que apresentaram os melhores perfis de aminoácidos essenciais e ao mesmo tempo boa digestibilidade. Portanto, são consideradas proteínas de alta qualidade nutricional.

 

 

Bibliografia

Food and Agriculture Organization and World Health Organization (FAO/OMS). Protein quality evolution. Repor of Jpoint FAO/OMS. Expert consulation committe on protein quality evalution. Paper 51, Roma, 1989.

Tirapegui J, Castro IA, Rossi L. Biodisponibilidade de proteínas. In: Cozzolino SMF. Biodisponibilidade de nutrientes; Manole, 2007. p.68-123.

Monteiro MRP, Costa NMB, Oliveira MGA . Qualidade protéica de linhagens de soja com ausência do Inibidor de Tripsina Kunitz e das isoenzimas Lipoxigenases. Rev. Nutr. , Campinas,. 2004; 17(2): 195-205.

Cadastre-se e receba nossa newsletter