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Jejum agudo não induz ingestão alimentar compensatória

Postado em 16 de janeiro de 2003 | Autor: Patricia Logullo

Estudos têm mostrado que uma restrição severa de consumo alimentar e energético resulta em 5 a 30% de perda de peso freqüentemente seguidos de hiperfagia e ganho de peso em pacientes magros. Para determinar os efeitos de 36 horas de jejum no comportamento alimentar compensatório, os autores estudaram 24 pacientes (homens e mulheres magras) submetidos a um período de 36 horas de jejum e a um período de 36 horas de manutenção. Os pacientes consumiram líquidos não-energéticos um dia antes do estudo para evitar a hiperalimentação. Após o jejum, os pacientes receberam alimentos ad libitum. Os pacientes com protocolo de manutenção receberam dieta definida durante 36 horas. Os resultados mostraram que a média de ingestão energética foi 12,2 MJ/dia no dia seguinte às 36 horas de jejum (p = 0,049) contra 10,2 MJ/dia para os pacientes com protocolo de manutenção. O comportamento alimentar foi alterado somente durante o café da manhã nos pacientes em jejum, sendo observado preferência por alimentos hipergordurosos quando comparado com o café da manhã de pacientes com protocolo de manutenção (p < 0,005). A motivação para comer foi maior durante o jejum, mas retornou aos níveis normais durante o café da manhã pós-jejum (p < 0,05). Os autores concluíram que 36 horas de jejum não induziu uma resposta compensatória significativa de ingestão alimentar no dia subseqüente.

Referência (s)

Johnstone AM, Faber P, Gibney ER, et al. Effect of an acute fast on energy compensation and feeding behaviour in lean men and women. Int J Obes Relat Metab Disord. 2002; 26(12):1623-8.

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