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AVALIAÇÃO DO EFEITO DO CHÁ-MATE NO PERFIL DE ÁCIDOS GRAXOS TECIDUAIS E NOS NÍVEIS PLASMÁTICOS DE LIPÍDEOS EM CAMUNDONGOS

Postado em 25 de março de 2009 | Autor: Carvalho PO, et al.

Autores: Carvalho PO; Martins F; Porto VB; Arçari DP; Ribeiro ML; Gambero A; Bastos DHM

Instituição: Universidade São Francisco

Objetivos

A erva-mate (Ilex paraguariensis St Hill) é uma árvore nativa da América do Sul, que ocorre naturalmente na Argentina, Brasil e Paraguai. A ingestão de bebidas a base de erva-mate pode ser benéfica à saúde dada sua comprovada atividade antioxidante in vitro e in vivo e outros efeitos fisiológicos relatados pela literatura científica que suportam a crença popular em algumas das atividades relacionadas ao seu consumo. As xantinas cafeína, teobromina, teofilina e os compostos fenólicos como ácido cafeico e seus derivados, principalmente os ácidos clorogênicos são os responsáveis por vários dos efeitos farmacológicos a ela atribuída, tais como colerético e de propulsão intestinal, vasodilatador, hipotensor, diurético e na aterosclerose. Dada a capacidade antioxidante dos compostos fenólicos e considerando a importância dos ácidos graxos poliinsaturados como os principais substratos da oxidação, o presente trabalho teve por objetivo avaliar a ação antioxidante do chá sobre os ácidos graxos do fígado, rim e cérebro de camundongos Swiss cuja alimentação foi suplementada com o chá. Os níveis séricos de triglicerídeos, colesterol e frações também foram avaliados nos grupos experimentais.

Materiais e métodos

O chá mate (Leão Junior S/A) solúvel foi administrado por gavagem nas doses de 0.5 g/kg, 1.0 /kg ou 2.0 g/kg por 60 dias. O perfil de ácidos graxos dos tecidos foi determinado por cromatografia gasosa e o efeito do chá no soro e nos tecidos foi avaliado pelas substâncias reativas ao acido tiobarbitúrico (TBARS). Os níveis de triglicerídeos, colesterol e frações foram determinados no soro utilizando Kits enzimáticos através do Cobas-Mira.

Resultado

Camundongos que tiveram sua alimentação suplementada com o chá mate apresentaram incremento significativo (p 0.05) nos níveis plasmáticos de colesterol, HDL-colesterol e triglicérides nas condições do estudo.

Conclusão

Os resultados sugerem que, nos animais que tiveram sua alimentação suplementada com a erva-mate, foi possível uma proteção dos ácidos graxos contra a oxidação, podendo ter efeito protetor seletivo no organismo, especialmente no fígado.

Unitermos

Ilex paraguariensis, ácidos graxos, lipoperoxidação

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