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CONSUMO DE ÁCIDOS GRAXOS ENTRE INDIVÍDUOS COM E SEM FRATURAS OSTEOPORÓTICAS – THE BRAZILIAN OSTEOPOROSOSIS STUDY – BRAZOS

Postado em 25 de março de 2009 | Autor: Souza ACC, et al.

Autores: Souza ACC; Schuch NJ; Pinheiro MM; Ciconelli RM; Ferraz MB; Martini LA

Instituição: Faculdade de Saúde Pública – Universidade de São Paulo

Objetivos

Avaliar a ingestão de ácidos graxos em homens e mulheres com e sem fraturas por osteoporose em amostra representativa da população brasileira.

Materiais e métodos

Estudo de base populacional, abrangendo 2427 indivíduos com mais de 40 anos, a qual foi aplicado o Recordatório Alimentar de 24h, e calculado pelo software Nutrition Data System – 2006 (University of Minesotta). O consumo dos ácidos graxos foi ajustado por energia, segundo método de Willet & Stampfer. Foi realizado teste de Kolmogorov-Smirnov para identificar a distribuição das variáveis. Para a comparação entre homens e mulheres e entre os indivíduos com e sem fraturas foi utilizado o teste de Mann-Whitney. Foram considerados significantes os valores de p‹0,05. Os resultados estão apresentados em mediana (Q1-Q3), devido à ausência de normalidade entre as variáveis. Para as análises estatísticas foi utilizado o software SPSS for Windows, versão 11.5.

Resultado

A ingestão de ácidos graxos nos indivíduos com fraturas comparadas aos sem fraturas, respectivamente, foi: Gorduras trans 1,98 (0,00-20,02)g/d vs 1,97 (0,00-21,40)g/d, monoinsaturados 14,84 (0,00-49,00)g/d vs 15,00 (0,00-69,00)g/d, poliinsaturados 10,30 (0,00-64,40)g/d vs 10,7 (0,00-57,7)g/d , ω3 1,30 (0,00-5,77)g/d vs 1,3 (0,00-7,70)g/d , ω6 5,40 (0,00-64,60)g/d vs 9,00 (0,00-52,00)g/d (p‹0,05) e ω9 32,50 (0,00-102,00)g/d vs 23,00(0,00-102,07)g/d (p‹0,05). Ao compararmos homens e mulheres com fraturas, encontramos diferença significante na ingestão de gordura trans (2,17g/d nas mulheres e 1,83g/d nos homens) e ω9 (36,10g/d nas mulheres e 5,30g/d nos homens), sendo que as mulheres apresentam maior consumo que os homens.

Conclusão

O consumo de ácidos graxos esteve associado a presença de fraturas na amostra estudada, sendo que os indivíduos que relataram fraturas apresentaram ingestão menor de ácido graxo de atividade pró-inflamatória (ω6) e maior de ácido graxo de atividade anti-inflamatória (ω9).

Unitermos

consumo de ácidos graxos, osteoporose, população brasileira

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