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FERRAMENTA DE TRIAGEM NUTRICIONAL NRS 2002 PREVÊ MORBIDADE E MORTALIDADE EM HOSPITAL BRASILEIRO

Postado em 25 de março de 2009 | Autor: Raslan M, et al.

Autores: Raslan M; Barbosa-Silva MC; Dias MCG; Nascimento M; Segatto S; Camargo P; Castro M

Instituição: Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo

Objetivos

Identificar a ferramenta de triagem nutricional (TN) mais adequada para estabelecer o risco nutricional (RN), perante desfechos clínicos, no paciente internado em hospital público brasileiro.

Materiais e métodos

Na admissão aleatória de 705 pacientes adultos no Hospital das Clínicas da FMUSP, 4 testes de TN (Avaliação Subjetiva Global – SGA, Triagem de Risco Nutricional 2002 – NRS 2002, Mini Avaliação Nutricional Reduzida – MNASF e Triagem Universal de Risco de Desnutrição – MUST) foram comparados estatisticamente entre si quanto a desfechos clínicos até alta hospitalar ou óbito.

Resultado

Em relação a RN, complicações, mortalidade e tempo de hospitalização prolongada, respectivamente, observamos (em porcentagem) para NRS 2002 (27,9; 29,9; 9,1; 19,8), SGA (38,9; 26,3; 7,3; 18,6), MUST (39,6; 22,2; 5; 16,1) e MNASF (73,2; 18,6; 4,5; 13,2). NRS 2002 e SGA tiveram maiores sensibilidade e especificidade individuais e comparativas pela curva ROC (p<0,05). Não houve diferença significativa entre SGA e NRS 2002, no entanto, a NRS 2002 se valoriza por ser facilmente aplicável por qualquer profissional de saúde, enquanto SGA necessita treinamento especializado. Análise logística multivariada identificou variáveis significativas para predição de RN para NRS 2002 (com valor de p) (tempo pré-operatório: 0,026, tempo de internação: 0,000, presença de diabetes como diagnóstico associado: 0,002, idade: 0,000 e índice de massa corpórea: 0,000).

Conclusão

Em hospital público universitário brasileiro, NRS 2002 prediz melhor morbimortalidade hospitalar que MUST, MNASF e SGA.

Unitermos

ferramentas de triagem nutricional, risco nutricional, triagem de risco nutricional

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