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INFLUÊNCIA DOS POLIMORFISMOS DO GENE DA PERILIPINA NA PREVALÊNCIA DE SÍNDROME METABÓLICA E NA PERDA DE PESO EM CRIANÇAS E ADOLESCENTES OBESOS

Postado em 25 de março de 2009 | Autor: Deram S, et al.

Autores: Deram S; Nicolau CYM; Rodrigues MDB; Frazzatto E; Guazzelli I; Ordovas J; Villares S

Instituição: LIM25 – HC – FMUSP

Objetivos

Introdução: Perilipina, a proteína mais abundante no adipócito, tem um papel importante na regulação da lipólise intracelular. Polimorfismos genéticos no lócus da Perilipina (PLIN) foram estudados e associados em populações diferentes à obesidade e aos riscos de alterações dos fatores da síndrome metabólica (SM). Objetivo: Determinar, em crianças e adolescentes obesos (CAO) da Liga de Obesidade Infantil do Hospital das Clinicas, a prevalência dos polimorfismos comuns da Perilipina. Examinar as associações entre esses SNPs e os fenótipos relacionados à obesidade, e à síndrome metabólica e examinar a resposta ao programa de reeducação alimentar, orientação de atividade física com objetivo de perda de peso durante 20 semanas.

Materiais e métodos

Metodologia: 234 CAO (idade 10.7±1.3 anos) (IMC 30.4±4.4 kg/m2; ZIMC 2.31±0.4) foram avaliados. As genotipagens dos SNPs PLIN1 6209T>C, PLIN4 11482G>A, PLIN5 13041A>G, e PLIN6 14995A>T foram realizadas através de PCR em Tempo Real. A ingestão alimentar foi calculada pelo método de registro da ingestão de três dias. SM foi avaliado pelos critérios do IDF

Resultado

Resultados: As freqüências dos alelos: PLIN1, 0.48; PLIN4, 0.30; PLIN5, 0.38 e PLIN6, 0.26. foram semelhantes às outras populações; PLIN 1 e PLIN 4 mostraram um desequilíbrio de ligação (DL) (D’=0.999, r=0.67). Antes da intervenção, não houve diferenças nas medidas antropométricas, porém a presença do alelo A no PLIN4 foi associada a: triglicérides mais elevados (108±48 vs 88±40mg/dL P= 0.01), HDL-C mais baixo (41±9 vs 44±10mg/dL P=0.03) e HOMA-IR maior (4.0± 2.3 vs 3.5±2.1 P=0.015). A presença do alelo A no PLIN4 associou-se a um risco maior de SM (ajustado por idade e sexo; 2.4, 95% CI 1.1-4.9 para heterozigoto e 3.5, 95% CI 1.2-9.9 para homozigoto). Os resultados do PLIN1 foram semelhantes devido ao DL. Após intervenção, a presença do alelo T no PLIN6 foi associada a uma resposta melhor na perda de peso (3.3±3.7 vs 1.9±3.4 kg; P=0.002) e uma maior perda de ZIMC (0.23±0.18 vs 0.18±0.15; P=0.003). Não houve associações com PLIN5.

Conclusão

Discussão: Esse estudo mostrou a influência da presença do alelo A no PLIN4 sobre o risco de ter SM em crianças e adolescentes obesas similares em termos antropométricos e de ingestão alimentar. Foi mostrado também que a presença do alelo T no PLIN6 influencia uma melhor resposta de perda de peso durante intervenção multidisciplinar. Conclusões Esses resultados sugerem que os polimorfismos da Perilipina têm influência nas comorbidades associadas à obesidade e podem ajudar as estratégias aplicadas no tratamento multidisciplinar em crianças e adolescentes obesos.

Unitermos

Perilipina, Obesidade infantil, Sindrome metabolica, perda de peso

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