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Melina Castro e Patricia Camargo Marques, médicas residentes em Nutrologia

Postado em 19 de maio de 2006

Entrevistadas: Melina Castro e Patricia Camargo Marques, médicas residentes em Nutrologia no Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo

NUTRITOTAL: Fez algum outro programa de residência médica antes deste que está se iniciando?
MELINA: Fiz dois anos de residência de Clínica Médica antes, de 2004 a janeiro de 2006. A residência de Nutrologia se iniciou em fevereiro de 2006, e termina em janeiro de 2008.

PATRICIA: Sim, fiz residência em Cirurgia Geral.

2) Qual sua impressão geral sobre o treinamento que está recebendo?
MELINA: Estou gostando bastante da residência de Nutrologia, estou aprendendo muito mesmo. Na graduação em Medicina e durante a residência em Clínica Geral, não temos muito contato com o tema nutrição, então estou me familiarizando e adorando!

PATRICIA: Tem sido muito produtivo e útil. A cada dia surge uma nova e agradável perspectiva com possibilidades inúmeras de atuação e contribuição para a ciência, uma vez que, dentro do Hospital das Clínicas, o incentivo é diário e motivado a cada dia, tanto pela própria estrutura que compreende todo o complexo HC, quanto pelo seleto grupo de professores e profissionais que estão envolvidos na preocupação em manter a qualidade de ensino proposta pela instituição.

3) Que tipo de experiência tem achado mais interessante no dia-a-dia do programa?
MELINA: O que está sendo mais interessante é aprender o quanto a terapia nutricional é importante e muitas vezes negligenciada por nós médicos, até por desconhecimento. Sempre gostei do tema, mas nunca pensei que fosse tão complexo e importante para a recuperação dos pacientes.

PATRICIA: Os desafios e possibilidades de crescer, tanto profissional quanto pessoalmente, bem como a constatação da real e clara melhora do paciente quando iniciada e terminada uma terapia nutricional. Interessante também é poder acompanhar de perto pacientes internados em todo o hospital, em qualquer área que seja, e procurar entender o comportamento do metabolismo diante de cada doença e enfrentar o desafio de ofertar os nutrientes diante de uma turbulência orgânica promovida pela doença, não mais como um meio de sobrevivência instintiva, mas como modalidade terapêutica indispensável.

4) Você recomendaria o programa de residência médica em nutrologia a outros médicos? Por que?
MELINA: Sim, recomendaria e muito! É um mercado novo e amplo, os médicos de forma geral não sabem muito sobre o assunto e ficam felizes em nos ter por perto para auxiliá-los. Acho que pra quem gosta de nutrição vale muito a pena!

PATRICIA: Claro que sim. É uma especialidade explorada por poucos e definitivamente necessária na prática médica. É uma forma completa de adquirir o conhecimento na área e que deve ser cada dia mais buscada pela necessidade presente e futura que se faz, uma vez que o meio carece de profissionais. Certamente, as informações adquiridas como conhecimento contribuem com a efetividade de qualquer tratamento que esteja sendo feito de qualquer doença focada ou mesmo, por si só, se completa como modalidade única terapêutica em determinadas situações.

5) Tem ou pretende tirar título de especialista?
MELINA: Pretendo tirar o título assim que acabar a residência.

PATRICIA: Sim, pretendo.

6) Como pretende direcionar sua carreira no futuro próximo?
MELINA: Pretendo me direcionar mais para parte ambulatorial, em
consultório, se tudo der certo mais voltada para medicina esportiva e obesidade.

PATRICIA: As perspectivas são diversas e a necessidade no mercado se faz cada dia mais promissora. De qualquer forma, seja no ambiente hospitalar, da pesquisa, do consultório, da indústria, governamental, ou qualquer outro, um trabalho bem feito gerará bons frutos, e é assim que pretendo atuar.

7) O que sentiu sobre a convivência com outros membros da EMTN (nutricionistas, enfermeiros, farmacêuticos)? O que pensa da participação de cada um deles no dia-a-dia da terapia nutricional?
MELINA: São todos fundamentais para o bom funcionamento do serviço, aprendo muito com todos eles! Não sei mais o que seria da minha vida sem uma nutricionista por perto! O relacionamento é a base do sucesso da equipe e do paciente!

PATRICIA: Absolutamente necessária a participação de todos os profissionais mencionados. Não se faz um grande trabalho sem a consultoria e participação de todos. Cada um com sua experiência e sua formação acadêmica própria gira em torno da completude e da execução de um trabalho bem próximo do ideal e perfeito. Além disso, o trabalho em grupo faz o dia ficar mais agradável e prazeroso, principalmente quando todos estão em harmonia como o grupo a que pertenço.

8) Por que decidiu fazer a residência em nutrologia?
MELINA: Sempre gostei de nutrição, metabologia, endocrinologia e medicina esportiva. Acho que encontrei uma área que engloba tudo! Estou muito satisfeita com minha escolha e confiante com o futuro da especialidade.

PATRICIA: A opção por esta especialidade partiu do interesse em compreender o metabolismo e a participação dos nutrientes nas diversas implicações possíveis, principalmente pelo manejo de uma condição chamada de síndrome do intestino curto, dentre inúmeras outras, como no câncer, no pré e pós-operatório; além do meu interesse em aprofundar e refinar meus conhecimentos médicos de maneira geral, porque essa especialidade é capaz de proporcionar isso. A oportunidade de ter a formação dentro do Hospital das Clínicas da USP, com certeza, proporcionaria o que poderia haver de melhor na formação profissional. E, por último, pela carência de profissionais atuantes com qualificação e pela emergente e já presente necessidade de atuação no mercado.

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