fbpx


Como a fitoterapia pode ajudar no combate às doenças intestinais

Postado em 4 de agosto de 2021 | Autor: Colunistas Convidados

Viviane Lago

Viviane Lago* é nutricionista pós-graduada em Fitoterapia

As doenças inflamatórias intestinais (DIIs) compreendem quadros inflamatórios que afetam o tubo digestivo, mais frequentemente os intestinos. Algumas das principais incluem a doença de Crohn, a síndrome do intestino irritável, a retocolite ulcerosa e a obstipação.

A seguir, conheça mais sobre os sintomas relacionados a elas e como a fitoterapia pode ser uma aliada para combater as doenças intestinais.

Os sintomas das DIIs

Em todos esses casos, vale lembrar que o diagnóstico e acompanhamento da patologia devem ser feitos pelo médico. Mas o primeiro sinal de alerta para essas doenças pode vir de sintomas como dores abdominais e alteração do hábito intestinal, como diarreia ou constipação.

Nas situações mais graves, o paciente pode apresentar ainda dores intensas, sangramentos retais, perda de peso repentina, cansaço ou fraqueza, aftas etc. A equipe interdisciplinar é importante para contribuir no tratamento de maneira global.

Falando especificamente sobre a síndrome do intestino irritável (doença caracterizada por uma hipersensibilidade do trato digestivo, mais notadamente nos intestinos), ela tem como sintoma principal o desconforto abdominal, do tipo dor e/ou distensão, acompanhado de flatulência (gases), diarreia ou constipação (ou ambos, o que é mais comum).

Já a doença de Crohn atinge predominantemente a parte final do intestino delgado (íleo) e intestino grosso (colón). Por fim, a retocolite ulcerativa idiopática afeta a camada mais superficial do reto e colón (intestino grosso), a mucosa.

Fitoterapia é aliada no tratamento das doenças intestinais

Conheça algumas opções de fitoterápicos a seguir:

Funcho (Foeniculum vulgare Miller)

É indicado como auxiliar no tratamento sintomático de queixas gastrintestinais leves, como cólicas, distensão abdominal e gases. Podem ser utilizados os frutos secos, rasurados (imediatamente antes do uso) para preparar por infusão. Basta tampar o recipiente durante 15 minutos para obter o resultado.

Anis (Pimpinella anisum L.)

Também conhecida como erva-doce, pode ser usada para os mesmos sintomas do funcho. Deve ser utilizada a droga vegetal inteira, rasurada ou esmagada imediatamente antes do uso.

Goiabeira (Psidium guajava L.)

É indicada como auxiliar no tratamento da diarreia leve não infecciosa. Para o preparo da infusão, utilizam-se as folhas da goiabeira. A única precaução é que não é indicada para menores de 12 anos.

E, em relação à diarreia, vale lembrar que é muito importante o diagnóstico de um médico para descartar uma causa infecciosa. Outro ponto de atenção é o tempo de duração da diarreia, pois, caso persista por mais de dois ou três dias, o médico deve ser consultado imediatamente. E, para tratar a diarreia, fora o uso do fitoterápico, vale se atentar a alimentação e hidratação.

Camomila (Matricaria chamomilla L.)

Mais uma opção interessante como auxiliar no tratamento sintomático de queixas gastrointestinais leves, como distensão abdominal e espasmos leves. Vale ressaltar sua potencial atividade anti-inflamatória que contribui também para o tratamento das DIIs. Para a infusão, utilizam-se as inflorescências secas e rasuradas.

O que mais pode ajudar

Os fitoterápicos podem contribuir em amenizar os sintomas decorrentes das doenças intestinais. Mas não devem ser a única estratégia adotada. Os ajustes alimentares – como uma alimentação baseada em alimentos naturais e menos industrializados, rica em fibras, com boa ingestão hídrica e que priorize alimentos com atividade anti-inflamatória – são necessários para o sucesso do tratamento.

Considere ainda outras estratégias que visam o bem-estar, como a prática regular de exercício físico associada a esses ajustes alimentares. Além disso, manter o tratamento e o acompanhamento médico e nutricional é fundamental.

Por fim, vale ressaltar que é importante buscar um profissional para realizar a prescrição adequada, considerando quantidade e tempo de tratamento para cada caso.

 

* Viviane Lago é nutricionista formada pelo Centro Universitário São Camilo (SP). Mestre em Ensino em ciências da saúde pelo CEDESS Unifesp, possui especialização em Adolescência para equipe multidisciplinar pela Escola Paulista de Medicina (Unifesp), pós-graduação em Docência no ensino superior pelo Senac e pós-graduação em Fitoterapia aplicada pela Medicalex. É consultora da Asbran, coordenadora de cursos intensivos e de pós-graduação e presidente da Associação Paulista de Fitoterapia (APFit), gestão 2018 -2021.

-

Assine nossa newsletter: