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Depois de tomar a vacina preciso continuar usando máscara?

Postado em 24 de fevereiro de 2021 | Autor: Maria de Lourdes T. da Silva

Na minha coluna da semana passada respondi algumas das principais dúvidas acerca das vacinas contra a Covid-19. Por meio das redes sociais do Nutritotal Público Geral recebemos outras perguntas dos nossos seguidores, especialmente em relação à manutenção das já conhecidas medidas de proteção contra o novo coronavírus, se o uso de máscara ainda se fará necessário etc. No texto de hoje respondo essas e outras dúvidas sobre as vacinas. Confira:

Vacina contra Covid-19: o que mais você precisa saber

Se tiver mais alguma pergunta, envie pelo nosso Instagram.

Mulher tirando máscara no rosto

Imagem: Freepik

1. Tomei a vacina, preciso continuar usando máscara?

Sim. Pelo menos nos próximos dois anos as máscaras vão fazer parte da nossa vida, sobretudo em situações de aglomeração como ônibus, metrô, avião, aeroporto etc. Além disso, existem riscos de o vírus mutar, portanto é seguro não deixar de usar máscara.

2. Quais são as atividades cotidianas com maior risco de contaminação?

Boa pergunta. As atividades cotidianas têm riscos diferentes divididos em: baixo, baixo a moderado, moderado, moderado a alto e alto risco. Elenco alguns exemplos já conhecidos:

Risco baixo

Abrir correspondência, comprar comida e abastecer o carro.

Risco baixo a moderado

Ir ao supermercado, caminhar, correr ou andar de bicicleta com outras pessoas, se hospedar em hotel, aguardar na recepção de consultório médico, comer em área externa de restaurante, caminhar em ruas movimentadas, ir a parques da cidade.

Risco moderado

Ir a casa de outra pessoa, ir a churrasco, ir à praia ou shopping, nadar em piscina pública, visitar idosos, enviar filho a escola ou creche.

Risco moderado a alto

Ir a salão de beleza e barbearia, comer em área interna de restaurante, ir a funerais e eventos (como casamentos e aniversários), viajar de avião, praticar esportes coletivos, abraçar ou apertar a mão de alguém.

Risco alto

Comer em buffet, ir à academia de ginástica, ir a parques de diversões, cinema, show grande ou estádio, culto religioso grande, ir a bares ou festas.

3. Será que até o final de 2021 todos no Brasil estarão vacinados?

É possível, o Brasil tem muita capacidade para vacinar – temos 38 mil postos de vacinação espalhados pelo país –, mas nos faltam vacinas.

4. Dependendo da vacina é possível mudar meu código genético?

Jamais. Nenhuma vacina vai modificar nosso código genético.

5. As mutações do Sars-CoV-2 são muito preocupantes?

Na verdade não estamos falando de um vírus tão mutante como o vírus da gripe, por exemplo, que exige imunização anual. O Sars-CoV-2 já mutou umas 400 vezes. Mas três cepas novas (localizadas no Reino Unido, na África do Sul e em Manaus) têm preocupado bastante porque são muito mais transmissíveis. Além do mais, elas mudaram a epidemia de cara: agora a doença compromete mais jovens e também com mais frequência pessoas que já tiveram a doença.

A de Manaus, por exemplo, tem várias mutações em locais diferentes, e já se espalharam em outros estados do Brasil e alguns países. Essas mutações, aliadas às festas de fim de ano, com enormes aglomerações, foram responsáveis pelo aumento dessa nova onda de extrema gravidade no Brasil. As vacinas parecem eficientes, mas as ferramentas diagnósticas devem melhorar. Os testes devem ser mais precisos e eficientes.

 

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