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Insuficiência intestinal: acompanhamento de adultos e crianças – Cobertura ASPEN 2022

Insuficiência intestinal

Insuficiência intestinal

Esta foi uma sessão do Congresso ASPEN cheia de conteúdo importante, tanto que o Dr Paulo Ribeiro preparou dois vídeos bastante completos.

No primeiro vídeo, o Dr Paulo explica o mecanismo envolvido no eixo entero-hepático, destacando marcadores utilizados para avaliação da função hepática de pacientes com algum comprometimento intestinal.

Ele destaca os marcadores que podem ser usados em situação de insuficiência intestinal, como: bilirrubinas; enzimas canaliculares – fosfatase alcalina (FA) e gamaglutamil transferase (GGT); e enzimas hepáticas.

Em casos mais avançados, é importante avaliar a presença de: hipertensão portal, ascite, varizes de esôfago, esplenomegalia; além de marcadores histológicos, que indicam esteatose hepática, colestase hepática, inflamação e fibrose e cirrose hepática.

A avaliação de marcadores plasmáticos habituais como aumento de bilirrubina, plaquetopenia, albumina, INR, continua sendo importante e são sinais de falência hepática.

Importante considerar que a presença do alimento e dos sais biliares contribui para a manutenção hepática, e dificilmente haverá lesão hepática associada a insuficiência intestinal se houver uma pequena presença de alimento na luz intestinal.

 

 

 

 

A segunda parte da aula discute a avaliação e tratamento do paciente com síndrome do intestino curto.

Antes de mais nada, o Dr Paulo explica a diferença entre falência intestinal e insuficiência intestinal:

– Falência intestinal: redução da função intestinal abaixo do mínimo possível para o paciente sobreviver, necessitando de hidratação endovenosa, reposição de íons e elementos-traço e de nutrição parenteral para manter minimamente a homeostase do paciente.

– Insuficiência intestinal: neste caso, há redução da função intestinal, mas não é necessário o uso de nutrição parenteral e reposição de hidratação, íons e elementos traço de forma endovenosa.

Para avaliação do paciente, deve-se considerar os locais de absorção dos nutrientes, bem como locais do trato gastrointestinal em que se liberam os hormônios intestinais, o prognóstico, então, dependerá da extensão do intestino que foi ressecada.

No vídeo, discute-se ainda as deficiências e as consequências dessas deficiências de acordo com essa ressecção, o tratamento medicamentoso e cirúrgico, suas indicações, cuidados e resultados.

 

 

*Dr. Paulo Ribeiro

Gerente Médico da EMTN do Hospital Sírio Libanês

Especialista em medicina Intensiva pela AMIB

Especialista em Nutrição parenteral e enteral pela BRASPEN

Mestre em cirurgia pela Faculdade de Ciências Medicas da Santa Casa de SÃO PAULO

 

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