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Consumo de frutose e hiperuricemia pode estar associado a NASH em crianças e adolescentes obesos

Um estudo publicado no Journal of Hepatology sugere que jovens obesos com doença hepáticagordurosa não alcoólica (DHGNA) e uma dieta rica em frutose podem ter maiorrisco de desenvolver esteato-hepatite não-alcoólica (NASH), uma lesão hepáticacrônica grave comum em adultos alcoólatras.

Pesquisadores italianos examinaram dados de 271 criançase adolescentes obesos com DHGNA. Cerca de 38% deles (n = 102) tinham NASH. Osparticipantes foram submetidos a biópsias hepáticas para avaliar o acúmulo degordura. O consumo de frutose foi avaliado por questionário de frequênciaalimentar e também foi avaliado o ácido úrico sérico.

A hiperuricemia (ácido úrico maior ou igual a 5,9 mg/dl)estava presente em 47% dos pacientes com NASH em comparação com 29,7% dospacientes sem NASH (p = 0,003).

Tanto a concentração de ácido úrico (OR, de 2,48, IC de95%: 1,87-2,83, p = 0,004) quanto o consumo de frutose (OR de 1,61; IC de 95%1,25-1,86, p = 0,001) foram independentemente associados à NASH após ajustepara múltiplos (e todos) fatores de confusão.

O consumo de frutose também foi independentementeassociado com hiperuricemia (OR de 2,02, IC de 95%: 1,66-2,78, p = 0,01). Osjovens com NASH tinham maior consumo médio de frutose: a ingestão mediana erade cerca de 70 gramas de frutose ao dia, enquanto o consumo mediano de frutosepor crianças e adolescentes sem NASH foi de cerca de 53 gramas por dia.

No entanto, uma limitação do estudo é que ele confiou nascrianças e adolescentes para recordar com precisão e relatar o que comiam,observam os autores. O estudo também não analisou se havia uma diferença nosdesfechos hepáticos com base na quantidade de frutose que os participantesingeriam de frutas in natura, sucos de frutas ou refrigerantes.

“Tanto o consumo de frutose na dieta como asconcentrações séricas de ácido úrico estão independentemente associadas com aNASH”, concluem os autores. “Entretanto, nossa compreensão sobre o papel dafrutose no fígado gorduroso ainda está evoluindo”, afirmam.

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