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Descobri o diabetes gestacional, e agora?

Você sabe o que é o diabetes gestacional? E o que deveria fazer se receber esse diagnóstico do seu médico? Muitas gestantes estão tendo que lidar com essa questão. O diabetes mellitus gestacional (DMG) é definido como uma alteração de qualquer grau na glicemia, que é reconhecida pela primeira vez na gestação e que pode ou não persistir após o parto. Para o tratamento, faz parte seguir uma dieta para diabetes gestacional, priorizando certos alimentos. Entenda melhor o quadro a seguir.

Diagnóstico

O diagnóstico do DMG pode acontecer na primeira consulta do pré-natal a partir do resultado da glicemia de jejum (> 95mg/dl) ou na 24ª semana de gestação após a realização do teste oral de tolerância à glicose (TOTG). Esse teste é realizado com a ingestão de 75 g de glicose após 8h de jejum, bastando apenas um valor alterado para o diagnóstico ser confirmado (jejum até 92 mg/dl, 1h depois até 180 mg/dl e 2h depois até 153 mg/dl).

Após a confirmação do diabetes, a gestante precisa receber orientações médicas e nutricionais referentes ao tratamento não farmacológico. Essas recomendações incluem mudanças que nem sempre são fáceis e bem aceitas, já que na maioria das vezes, influenciam em modificações de hábitos de vida como monitoramento glicêmico diário, alterações alimentares, prática de atividade física e manter o estado emocional equilibrado.

As metas glicêmicas devem seguir:

O que muda na alimentação: dieta para diabetes gestacional

As orientações nutricionais incluem evitar ganho de peso excessivo para reduzir os riscos de complicações fetais. Além disso, a dieta para diabetes gestacional deve apresentar uma distribuição equilibrada de macronutrientes como 40% a 55% de carboidratos, 15% a 20% de proteínas e 30% a 40% de gorduras, fracionadas de 5 a 6 vezes ao dia. O consumo de alimentos ricos em fibras deve ser priorizado, como cereais integrais, hortaliças e frutas com bagaço.

O consumo de açúcar simples de adição e de bebidas açucaradas precisa ser controlado na dieta para diabetes gestacional. As bebidas devem ser consumidas in natura e, caso não seja possível, o uso de adoçantes artificiais como stévia e sucralose é permitido.

Já as carnes devem ser magras, ou priorizar por aves, peixes e proteínas de origem vegetal como feijão, lentilha, ervilha, soja e grão-de-bico. Os alimentos ricos em gordura, como frituras, molhos à base de laticínios, fast food e doces açucarados não devem ser consumidos.

A prática de atividade física traz muitos benefícios e ajuda no controle do DMG. Isso porque os exercícios estão relacionados a um melhor estado de humor, bem-estar físico e psicológico. Eles também auxiliam em um trabalho de parto mais rápido e tranquilo, que deve ser realizado pela gestante com recomendação médica e acompanhado por profissional.

De olho no tratamento

O diagnóstico de DMG pode causar também angústias e aflições às futuras mamães, e manter o equilíbrio emocional se torna um desafio. Por esse motivo, contar com o suporte da família, bem como praticar atividades de lazer e receber apoio psicológico podem ser medidas úteis para auxiliar no controle das emoções e tranquilizar o coração.

A adesão às recomendações e a manutenção da glicemia podem ser a chave para o tratamento do DMG, mas algumas gestantes não conseguem obter controle glicêmico adequado. Entre 15% e 20% das futuras mamães podem necessitar de tratamento farmacológico.

O tratamento de primeira linha recomendado é a utilização de insulina, e devido à sua complexidade, deve ser orientado e acompanhado por médico especialista. O DMG deve ser controlado, com modificações de estilo de vida, para que a mamães tenham uma gestação com menores riscos e desfechos positivos, saudáveis e felizes.

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