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Comer alimentos antioxidantes afasta o risco de câncer de pele?

Postado em 2 de dezembro de 2019 | Autor: Redação Nutritotal

Veja o que é mito e o que é verdade sobre a alimentação e a prevenção para a doença

O câncer de pele não melanoma pode ser considerado o mais frequente no Brasil. Segundo dados do Instituto Nacional de Câncer (Inca), ele corresponde a cerca de 30% de todos os tumores malignos registrados no país. A boa notícia é que ele apresenta um percentual alto de cura quando detectado de maneira precoce, porém, o ideal seria prevenir a doença. Para isso, os cuidados podem começar pela alimentação saudável, como pelo consumo dos chamados alimentos antioxidantes.

Para você entender melhor essa relação entre o câncer de pele e os alimentos antioxidantes, listamos alguns mitos e verdades a seguir. Confira:

4 mitos e verdades sobre alimentos antioxidantes e câncer de pele

Veja o que pode atuar na prevenção da doença, segundo estudos científicos.

Mesa com cenouras, melão, alho e cebolas - exemplos de alimentos antioxidantes que atuam na prevenção do câncer de pele

Alimentos ricos em betacaroteno, como a cenoura e a abóbora, auxiliam na prevenção da doença | Imagem: Shutterstock

Uma dieta com pouca gordura ajuda a prevenir o câncer de pele não melanoma

Verdade. Dados de um estudo divulgado pelo periódico Nutrition and Cancer compararam uma dieta com baixo teor de gordura em relação à incidência do câncer de pele não melanoma. Como resultado, esse tipo de alimentação, que dá preferencia ao consumo de frutas e vegetais, se mostrou eficaz para a prevenção da doença quando aliada a mudanças de hábitos e feita com acompanhamento de um profissional de saúde.

Cenoura e abóbora podem ser alimentos importantes para a prevenção da doença

Verdade. Esses dois alimentos são ricos em betacaroteno, um dos antioxidantes responsáveis por dar uma cor alaranjada aos alimentos. Uma pesquisa publicada no Skin Cancer Journal diz que os carotenoides podem ser convertidos pelo organismo em moléculas do tipo retinoide, que, por sua vez, podem ajudar a controlar e reduzir o processo de formação do câncer

O consumo de café pode aumentar o risco do câncer de pele

Mito. A diretriz sobre câncer de pele do World Cancer Research Found em parceria com o American Institute for Cancer Research selecionou diversos estudos sobre a ingestão de café para comparar o hábito com a incidência do câncer de pele. Como conclusão, os cientistas afirmaram que não há evidências suficientes que liguem o consumo de café às causas da doença e que pode haver até uma diminuição do risco, ainda que limitado, em pessoas que tomam a bebida. Mas ainda faltam mais estudos para se certificar desse benefício.

Evitar alimentos ricos em selênio ajuda a prevenir a doença

Mito. Ao contrário, dados de um estudo do British Journal of Nutrition mostraram que derivados de selênio podem auxiliar na redução de diferentes tumores malignos, incluindo o câncer de pele. Entre os alimentos ricos em selênio está a castanha-do-brasil.

Vale ressaltar que o Inca sugere, como recomendação para prevenir esse tipo de doença, evitar a exposição prolongada ao sol entre 10h e 16h, procurar lugares com sombra para caminhar, utilizar chapéus e bonés, e usar filtro solar diariamente.

Este conteúdo não substitui a orientação de um especialista. Agende uma consulta com o nutricionista de sua confiança.

Referências bibliográficas:

Instituto Nacional de Câncer (Inca), 2018.

Jaax S. et al. General guidelines for a low-fat diet effective in the management and prevention of nonmelanoma skin cancer. Nutrition and Cancer, 1996.

Katta R. et al. Diet and Skin Cancer: The Potential Role of Dietary Antioxidants in Nonmelanoma Skin Cancer Prevention. Skin Cancer Journal, 2015.

Diet, nutrition, physical activity and skin cancer. World Cancer Research Found and American Institute for Cancer Research, 2019.

Jariwalla RJ. et al. Differential sensitivity of various human tumour-derived cell types to apoptosis by organic derivatives of selenium. British Journal of Nutrition, 2008.

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