O risco das dietas terapêuticas para emagrecer

Postado em 15 de fevereiro de 2020 | Autor: Redação Nutritotal

Alimentação restrita, para quem não precisa de restrições, pode causar efeitos indesejados ao corpo

Mesa com iogurte, azeite, limão, fatias de laranja, berries

O tratamento de doenças pode pedir mudanças na alimentação do paciente, mas quem não está doente não deve fazer essas restrições | Imagem: Shutterstock

Quem tem doenças que debilitam o corpo, como por exemplo o câncer, pode precisar mudar a alimentação, com um intuito terapêutico e que reforce a imunidade no organismo. O problema, porém, é que algumas pessoas seguem essas dietas terapêuticas sem nem mesmo terem a doença, apenas por quererem perder peso.

É o caso da dieta Budwig, criada pela médica Johanna Budwig na década de 50 para pacientes com câncer. Esse plano alimentar se baseia na ingestão de alimentos ricos em fibras como principal base da refeição. Segundo um artigo divulgado pelo Cancer Research UK, essa dieta foca na ingestão de óleo de linhaça misturado com queijo cottage e leite com baixo teor de gordura.

Contudo, os pesquisadores reiteram que não há evidências confiáveis ​​para mostrar que a dieta Budwig pode tratar ou prevenir o câncer.

Efeito contrário

Ao invés de ajudar a perder peso, os adeptos da dieta Budwig começaram a sofrer com problemas no sistema gastrointestinal graças ao excesso de fibras na alimentação diária.

Além disso, outro risco de se seguir essa dieta à risca é não receber o aporte de nutrientes suficientes para o seu corpo funcionar. Isso porque, nessa alimentação, evita-se certo grupos alimentares fundamentais para saúde, diminuindo a ingestão de vitaminas.

Por isso, é importante consultar seu nutricionista para saber a dieta mais adequada para o seu dia a dia ao invés de arriscar dietas terapêuticas, que são utilizadas como terapia complementar ao tratamento de doenças.

 

Este conteúdo não substitui a orientação de um especialista. Agende uma consulta com o nutricionista de sua confiança.

Referência bibliográfica:

Cancer Research UK, 2018.

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