Plantas medicinais que ajudam no combate à depressão

Postado em 8 de janeiro de 2020 | Autor: Viviane Lago

Veja como a fitoterapia pode ajudar na luta contra a ansiedade e a tristeza

Viviane Lago

Viviane Lago é nutricionista*

De acordo o site do Ministério da Saúde, a depressão é um problema médico grave e altamente prevalente em toda a população mundial. No Brasil, estudos epidemiológicos demonstram uma prevalência de 15,5%.

Vários são os fatores de risco envolvidos no desenvolvimento da depressão, entre eles o histórico familiar, estresse e ansiedade crônicos, dependência de álcool e drogas ilícitas, presença de doenças, entre outros.

É preciso diferenciar a depressão de um estado de tristeza. Por isso, o diagnóstico deve ser feito pelo médico, que então direcionará o paciente para o melhor tratamento. De acordo com o resultado, o profissional de saúde determina o tipo de medicação a ser utilizado.

Medidas complementares

Associado ao tratamento medicamentoso, há outras medidas que podem contribuir para a melhora do paciente. Por isso, vale ressaltar o cuidado que os profissionais de saúde devem ter em manter o tratamento feito por uma equipe interdisciplinar.

A contribuição das plantas medicinais e/ou medicamentos fitoterápicos, por exemplo, pode ser muito interessante, porém, alguns cuidados devem ser priorizados.

É necessário considerar as interações medicamentosas dos remédios que foram  prescritos pelo médico com os fitoterápicos.

Além disso, é preciso mais estudos científicos consistentes, que possam trazer segurança e eficácia em seu uso. Mas, de qualquer forma, algumas plantas medicinais podem contribuir com aqueles pacientes que se encontram em estado de tristeza ou ansiedade e que não utilizam medicamentos psiquiátricos.

Fitoterapia contra a depressão

A seguir, veja algumas opções de plantas que podem ser interessantes.

Matricaria recutita

Conhecida como camomila, é amplamente utilizada pela população geral. Utilizamos as inflorescências como forma de infusão. Entre várias indicações, existe a de ansiolítico e sedativo leve. Deve ser evitada por gestantes devido à atividade emenagoga (que aumenta o fluxo menstrual) e relaxante da musculatura lisa.

Veja também: Plantas medicinais: a fitoterapia é segura na gravidez?

Melissa officinalis

A melissa pode ser utilizada como infusão para auxiliar no tratamento sintomático da ansiedade leve e insônia leve.

Passiflora incarnata

Chamada popularmente de maracujá, flor da paixão ou maracujá doce, também é bem utilizada em casos de depressão. As principais indicações são como ação ansiolítica e sedativo leve. Seu uso é contraindicado durante a gravidez. Não utilizar junto a tratamento com sedativos e depressores do sistema nervoso, pois esses medicamentos podem ter seu efeito potencializado pela planta, afetando o tempo de sono de pacientes. Muitos pensam que o suco de maracujá pode ajudar nesta ação, porém, para este efeito proposto utilizam-se as folhas, na forma de infusão.

Outros

Opções como Hypericum perforatum (erva de São João) e Valeriana officinalis (valeriana) são utilizadas em casos de depressão e para melhora do sono, respectivamente. Porém, vale lembrar que são de prescrição médica.

Assista: 5 plantas que te ajudam a acalmar

Por fim, é importante ressaltar que se o tratamento seja no caso da depressão diagnosticada ou casos de tristeza, ansiedade, deve-se envolver um tratamento multidisciplinar. Isso infere também alimentação equilibrada e mudança de estilo de vida.

Leia também: E como fica a dieta em pacientes com depressão?

*Viviane Lago é nutricionista formada pelo Centro Universitário São Camilo (SP). Mestre em Ensino em ciências da saúde pelo CEDESS Unifesp, possui especialização em Adolescência para equipe multidisciplinar pela Escola Paulista de Medicina (Unifesp), pós-graduação em Docência no ensino superior pelo Senac e pós-graduação em Fitoterapia aplicada pela Medicalex. É consultora da Asbran, coordenadora de cursos intensivos e de pós-graduação e presidente da APFit – Associação Paulista de Fitoterapia (gestão 2018 -2021).

Referência bibliográfica:

Ministério da Saúde

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