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Afinal, jejum intermitente ajuda ou não ajuda a perda de peso?

Postado em 24 de outubro de 2020 | Autor: Redação Nutritotal

Nutricionistas e evidências científicas apontam quando e para que a dieta pode ser benéfica

Prato de salada com garfo espetado e relógio de ponteiro ao fundo.

No jejum intermitente as pessoas se alimentam em horários específicos | Imagem: Freepik

Nos últimos anos, novas estratégias para o controle da alimentação foram surgindo, e com isso, a busca pelo emagrecimento saudável cresceu. E uma dessas abordagens é o famoso jejum intermitente, dieta em que os adeptos jejuam ou têm uma alimentação bastante restrita por determinados períodos ao decorrer do dia. Ao aderir essa dieta, a intenção de muitas pessoas é a perda de peso, mas será que ficar tanto tempo sem comer realmente funciona para reduzir os quilos na balança?

O que a ciência já sabe

Um estudo publicado no periódico American Journal of Clinical Nutrition apontou que uma alimentação restrita no início do dia pode trazer benefícios ao metabolismo dos homens, como por exemplo, uma melhora na sensibilidade à insulina. A estratégia ainda pode aumentar a glicose do músculo esquelético e a captação de aminoácidos importantes, como o BCAA.

A nutricionista Cristiane Verotti reforça que o jejum intermitente é uma estratégia nutricional válida e que pode ser utilizada para conquistar benefícios à saúde. No entanto, como uma forma de emagrecimento, ele não se mostra superior às dietas de restrição calórica.

“Uma possível explicação é que as pessoas costumam ficar 16 horas em jejum, por exemplo, e na janela que elas têm para se alimentar de oito horas, muitas vezes o consumo de calorias é inferior às necessidades energéticas totais. Ou seja, não deixa de ser feita uma dieta hipocalórica e, nesses casos, há perda de gordura”, exemplifica a nutricionista.

Assista: Qual é a melhor dieta para emagrecer?

Jejum intermitente x perda de peso

A nutricionista reitera que antes de seguir uma restrição calórica, o ideal é procurar um nutricionista para que sejam avaliadas a individualidade e a necessidade de cada paciente para ser prescrito jejum. “Existem pessoas que preferem não tomar café da manhã e ficam bem fazendo a primeira refeição às 14 horas, por exemplo. Nesse caso, o jejum intermitente pode ser indicado”, sugere.

Ela conclui explicando que o jejum intermitente pode estimular a reeducação alimentar e a dieta hipocalórica aliada à atividade física. Mas, por outro lado, também pode desencadear comportamentos alimentares compulsivos. Portanto, ter uma mudança no estilo de vida ainda é a melhor estratégia para perda de peso.

 

Este conteúdo não substitui a orientação de um especialista. Agende uma consulta com o nutricionista de sua confiança.

Referência bibliográfica:

Cristiane Verotti é nutricionista especializada em nutrição clínica e esportiva. Também é mestre pelo departamento de gastroenterologia da FMUSP e membro titular da BRASPEN. Instagram: @verotti.

Jones, et al. Two weeks of early time-restricted feeding (eTRF) improves skeletal muscle insulin and anabolic sensitivity in healthy men. Am J Clin Nutr. 2020

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