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5 respostas indicam se você deve investigar a intolerância à lactose

Postado em 26 de abril de 2019 | Autor: Redação Nutritotal

Faça o teste e veja se você enfrenta problemas com alimentos feitos à base de leite de vaca

Copo de leite em cima da mesa e, ao fundo, mulher com a mão levantada em sinal de "não"

Algumas pessoas sentem desconfortos ao ingerir leite | Imagem: Shutterstock

A falta de uma enzima chamada lactase pode causar um dos problemas mais discutidos por médicos e estudos científicos no momento: a intolerância à lactose. Com sintomas que variam de gases e dores de estômago até diarreia, quem suspeita do risco de ser intolerante precisa consultar o quanto antes um profissional de saúde e nutrição para se orientar a respeito.

A nutricionista Raquel Bicudo Mendonça explica que o primeiro passo a ser tomado se houver essa suspeita é o médico ouvir a história clínica do paciente e verificar se os sintomas são ou não compatíveis com intolerância à lactose. Alguns testes de intolerância alimentar comprovam o diagnóstico. “Não há como tratar ou curar a intolerância à lactose, mas é possível evitar que os sintomas ocorram. Para isso, é preciso reduzir a quantidade de lactose consumida e descobrir a quantidade tolerada. Por exemplo, muitas pessoas conseguem consumir derivados do leite, como queijos e iogurtes fermentados, em quantidades moderadas, sem apresentar sintomas”, afirma.

É possível ainda, segundo Raquel, recorrer a produtos lácteos industrializados que são acrescidos de enzima lactase em seu processo de produção. São os chamados produtos isentos de lactose ou com teor reduzido. “Outra opção é ingerir comprimido mastigável de enzima lactase junto com a refeição que contenha lactose, ou acrescentar a enzima em pó ao fazer uma preparação que tenha leite ou derivados como ingrediente. Mesmo assim, tudo deve ser feito com acompanhamento nutricional”, ressalta ela.

Tipos de intolerância

Raquel também reitera que a intolerância à lactose é muito mais comum em adultos e mais rara em crianças. A hipolactasia do tipo adulto (forma mais comum), como o próprio nome já diz, costuma se manifestar mais tardiamente.

Além disso, existem quatro tipos de intolerância. A primária, que é a hipolactasia do tipo adulto, é a forma mais comum e é geneticamente determinada. A secundária é decorrente de alguma lesão na mucosa do intestino, como casos de doença celíaca e de crianças com diarreia por infecção intestinal. Esse tipo é passageiro, assim que o intestino se recupera a pessoa volta a tolerar a lactose. O terceiro tipo é a relativa do prematuro, que também é passageira, pode ocorrer em bebês prematuros que nascem com menos de 34 semanas. Por fim, a mais rara de todas é a congênita, na qual o bebê nasce sem a capacidade de digerir lactose.

E para saber se você deve investigar ou não a intolerância à lactose, elaboramos um teste baseado nos principais sintomas da doença. Confira:

Você sente dores no estômago ao consumir produtos como queijo e leite de vaca?

1 – Sim

2 – Às vezes

3 – Não

Depois de alguns minutos após comer um produto à base de leite de vaca, você sente vontade urgente de ir ao banheiro, apresentando sintomas como diarreia e flatulência?

1 – Sim

2 – Às vezes

3 – Não

Sua pele apresenta problemas como eczemas ou erupções cutâneas?

1 – Sim

2 – Às vezes

3 – Não

Você possui parentes de primeiro grau que sofrem com intolerância à lactose?

1 – Sim, tenho parentes intolerantes à lactose

2 – Não sei dizer com certeza

3 – Não

Você sente seu corpo inchado com frequência?

1 – Sim

2 – Às vezes

3 – Não

Resultado:

Se você marcou como respostas os números 1 ou 2 com mais frequência, procure um médico para receber orientações e diagnóstico apropriados. Caso marcou mais a número 3, você provavelmente não possui problemas com o consumo de alimentos com lactose.

 

Este conteúdo não substitui a orientação de um especialista. Agende uma consulta com o nutricionista de sua confiança.

Referências bibliográficas:

Raquel Bicudo Mendonça é nutricionista, doutora em Ciências Aplicadas à Pediatria pela Unifesp e professora do Curso de Nutrição da Universidade Anhanguera (SP).

National Health Service, 2019

 

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