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Mitos e verdades sobre a desnutrição em idosos

Postado em 18 de fevereiro de 2019 | Autor: Redação Nutritotal

Entenda as principais características que confirmam o quadro em pessoas acima dos 65 anos de idade

Com a expectativa de vida em constante elevação, a vida na terceira idade tem sido cada vez mais planejada. Os melhores índices de qualidade de vida aliados a um maior cuidado sobre a própria saúde garantem a uma grande parcela da população brasileira a chance de viver bem por muito mais tempo. Contudo, ainda existem muitos idosos que sofrem de um problema pertinente: a desnutrição.

O quadro surge como resultado da combinação de apetite reduzido, inflamação de baixo grau e redução dos estímulos anabólicos no organismo do idoso, além da presença de doenças crônicas como a doença pulmonar obstrutiva crônica (DPOC) e a insuficiência cardíaca, e situações de vulnerabilidade socioeconômica a qual o idoso pode estar mais suscetível. A seguir, veja como evitá-la ou tratá-la da maneira adequada.

7 mitos e verdades sobre desnutrição em idosos

Os sintomas do quadro são variados e é preciso atenção para dar início ao tratamento o quanto antes.

Mulher idosa picando pepino na cozinha

Idosos devem se alimentar bem | Imagem: Shutterstock

1. Uma vez descoberta, não existe tratamento para a desnutrição em idosos

Mito. Quanto mais cedo se descobrir a desnutrição, melhor. A chave do tratamento é identificar o risco para regular a energia e o apetite durante o envelhecimento. Apesar do peso perdido não ser necessariamente recuperado, como acontece com os adultos jovens, a identificação e tratamento precoces são cruciais.

2. A desnutrição não atrapalha as atividades no dia a dia

Mito. Pelo contrário, a desnutrição pode reduzir a imunidade e, com isso, trazer maior risco de hospitalização e complicações durante esta fase. Também é elevado o risco de queda, pois o quadro aumenta a fragilidade do idoso. Pode ainda provocar inatividade física, gerando menor qualidade de vida e maior mortalidade.

3. Mudança de apetite precisa ser investigada nos mais velhos

Verdade. É preciso estar sempre atento ao apetite do idoso e à sua ingestão diária de alimentos, pois, se eles diminuírem repentinamente, podem ser indicativos de fatores que aumentam o risco nutricional.

4. IMC abaixo do desejado indica o quadro de desnutrição

Verdade. Segundo os valores de IMC, se o paciente tiver menos de 20 (kg/m²) significa que possui um risco aumentado de desnutrição. No entanto, alguns pesquisadores argumentam que a faixa ideal de IMC para idosos, especificamente aqueles com mais de 75 anos, deve ser transferida para 22-27 (kg/m²) ​​para permitir mudanças na composição corporal.

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5. Desnutrição não tem uma causa social

Mito. Dentre as principais causas da desnutrição entre idosos, estão reunidas muitas causas sociais, como a falta de conhecimento sobre comida, culinária e nutrição; o isolamento e a solidão por viverem sozinhos; e, finalmente, a pobreza e a incapacidade de comprar ou preparar comida diariamente.

6. Medicamentos podem provocar o quadro

Verdade. O uso de alguns remédios, sem prescrição médica, pode estar associado a alterações no paladar e também nos sintomas gastrintestinais, que, por consequência, podem ser a causa da desnutrição. Além disso, existem medicamentos que são prescritos por necessidade, mas que mesmo assim, causam anorexia. Sempre consulte o médico quando preciso.

7. Dentes frágeis provocam a desnutrição em idosos

Verdade. É comum o idoso apresentar alterações na arcada dentária e redução na síntese de enzimas digestivas. Dessa forma, ele opta por comer sempre alimentos macios, de fácil mastigação e digestão, mas que, na maioria das vezes, são ricos em carboidratos e pobres em proteína. Assim, acontece uma perda de massa muscular importante, tendo como consequência a desnutrição.

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Este conteúdo não substitui a orientação de um especialista. Agende uma consulta com o nutricionista de sua confiança.

Referências bibliográficas:

Leslie Wilma et. Aging, Nutritional Status and Health. Healthcare Basel, 2015.

 

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