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Alimentação ajuda a evitar infecções respiratórias?

Postado em 8 de junho de 2022

Com a chegada do outono, o combo de infecções respiratórias como gripes, dor de garganta, bronquite, pneumonia, entre outros, veio junto. Além do tempo seco e dias frios, propensos a ambientes mais fechados e com menos circulação de ar, esse ano a nova estação coincidiu com a retirada das máscaras na maior parte dos estabelecimentos e a volta do convívio social. Resultado: estamos mais susceptíveis às infecções respiratórias causadas por vírus e bactérias.

Mas, o que podemos fazer para melhorar o nosso sistema imunológico e evitar ou reduzir a gravidade dessas infecções?

Vamos começar entendendo melhor o sistema imunológico (SI). Trata-se de sistema complexo que envolve vários órgãos e tipos distintos de células e que é o responsável pelas reações, em nosso corpo, que irão combater vírus e bactérias e, assim, evitar doenças.

Em nosso organismo, as células imunológicas são produzidas constantemente e dependem de um estilo de vida saudável para funcionarem bem. Isso inclui alimentação adequada, microbiota equilibrada, prática regular de exercícios físicos e sono de boa qualidade.

Comer bem para respirar bem

Já ouviu falar que para evitar gripes e resfriados você precisa de vitamina C? Pois a realidade não é bem essa, o corpo precisa de muito mais para manter suas defesas naturais. Vitaminas, minerais, proteína, fibras e gorduras boas são usados direta ou indiretamente para manter vivas e atuantes nossas células imunológicas, logo, alimentos fontes desses nutrientes devem ser consumidos diariamente.

Há evidências de que zinco, cobre, selênio e ferro, bem como vitaminas A, B6, B9, B12, C, D e E são especialmente importantes para o SI e devem ser consumidas através da alimentação ou de suplementação – sempre indicada por um médico ou nutricionista.

Esses micronutrientes podem ser obtidos, em quantidade adequada e de maneira equilibrada, por meio de uma alimentação variada, rica em frutas, legumes, verduras, carnes magras e oleaginosas.  A dieta mediterrânea é um bom exemplo de estratégia alimentar capaz de garantir o consumo de todos esses nutrientes.

A dieta ocidental típica, com alto teor de ultraprocessados, gordura, açúcar e sal, está associada ao aumento de inflamação, prejuízo de função imunológica e aumenta o risco de muitas doenças crônicas e, portanto, deve ser evitada.

Além disso, o próprio excesso de peso, resultante do consumo elevado de alimentos muito calóricos, típicos da dieta ocidental, é bastante prejudicial para o organismo. Na obesidade, o excesso de tecido adiposo, nossas células de armazenamento de gordura, é responsável por liberar algumas substâncias que aumentam o processo inflamatório, tornando-o crônico, assim como aumentam o risco de doenças. Mais uma vez, a combinação de alimentação saudável e mudanças do estilo de vida é a solução.

Mas não pense, então, que é melhor fazer qualquer dieta e emagrecer, pois, a desnutrição e deficiências nutricionais causadas por dietas restritivas também comprometem o sistema imunológico.

Recentemente, um estudo que contou com mais de 470 mil participantes e investigou os efeitos da dieta sobre a ocorrência de pneumonia, gripes e infecções por Covid-19 encontrou resultados empolgantes.

Nesta população, o consumo de café (<1 xícara/dia), chá, pequena quantidade de peixe oleoso (por exemplo, sardinha, salmão, cavala, arenque) e frutas foi significativamente associado a menor chance de ter pneumonia ou gripe, enquanto o consumo de pelo menos 0,35 porções/dia carne vermelha (1/3 de um bife pequeno) foi associado a maiores chances de pneumonia.

Entre os vários mecanismos possíveis, os pesquisadores destacam que os peixes possuem ômega-3, um tipo de gordura que ajuda a combater inflamação, e as frutas são fontes de vitaminas, minerais, fibras e fitoquímicos – constituintes com propriedades anti-inflamatórias, antibacterianas, antivirais e que ainda ajudam no funcionamento adequado do intestino.

Além disso, concluiu-se também que, embora componentes genéticos tenham uma importância na função imunológica, a relevância da dieta é bem maior.

Para saber mais sobre a relação entre a saúde intestinal e as infecções respiratórias, acesse a coluna do Dr. Dan Waitzberg na íntegra no site da Veja Saúde.

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