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Meu filho não quer comer: mude esse comportamento

Postado em 4 de abril de 2019 | Autor: Redação Nutritotal

Mudar algumas atitudes dentro de casa na hora das refeições faz a criança comer melhor e sem manha

Menina olhando para prato cheio de comida com expressão de rejeição ao alimento

Mesmo que a criança não coma, o prato deve contar um pouco de tudo | Imagem: Shutterstock

“Socorro, doutor, meu filho não quer comer!” – quantas vezes nutricionistas e pediatras ouvem essa queixa no consultório? A reclamação diz respeito especialmente à ingestão de legumes, que muitas crianças rejeitam à primeira vista. Mas talvez o jeito com que esse assunto é abordado com o pequeno seja o problema. Uma pesquisa feita pelo Current Nutritional Report mostrou que estilos autoritários e “mandões” adotados pelos pais comprometem a alimentação dos filhos.

O estudo também mostrou que estilos de alimentação sem controle algum têm sido associados a comportamentos problemáticos e a um maior peso nas crianças. Mas para ter o meio termo entre o controle e a liberdade de escolha nos pratos infantis, a nutricionista Giliane Belarmino sugere que o grande segredo é começar compondo um prato saudável colorido, pois quanto mais cores, maior a variedade de nutrientes.

“Para fazer a criança comer bem, o ideal é começar lá na introdução alimentar aos seis meses. Nesse período, deve-se incluir toda a variedade de alimentos saudáveis que existe e, em especial, ser o exemplo para a criança”, aponta a nutricionista.

“Mas essa fase já passou faz tempo e meu filho não quer comer nada, o que é possível fazer?”, você pode estar se perguntando. Se esse for o seu caso, não se preocupe, pois também tem jeito! Giliane dá as dicas a seguir.

Pegue mais leve

Giliane afirma que é importante não ter radicalismo na alimentação. “Se a vovó oferecer um bolo de chocolate, a criança pode comer. Se ela for em uma festa, pode pegar brigadeiro e coxinha. O importante é não ter neuras, extremismos, restrições”, destaca.

“Não tenha em casa um estoque de bolachas, chocolates e sucos artificiais, afinal, quem faz a compra no supermercado são os pais, não a criança, assim como deve ser o adulto quem decide o hábito alimentar na rotina de casa” Giliane Belarmino, nutricionista

Ainda assim, a nutricionista explica que, caso um dia o seu filho queira recusar um ou outro alimento saudável, contanto que coma outros que ele esteja acostumado, está tudo bem. “É importante que ele saiba diferenciar o que é saudável e o que não é. E não vincular também o momento da refeição à proibição, estresse, bronca ou castigo, precisa ser algo prazeroso”, conclui.

A seguir, ela lista 5 dicas de ouro para que a queixa do “meu filho não quer comer” acabe. O objetivo das recomendações é que a criança possa comer de tudo um pouco, sem reclamar. Confira:

  1. Seja o exemplo. O seu filho vai comer aquilo que for hábito da família, então coma verduras, legumes e frutas na frente dele.
  2. Evite distrações durante as refeições. Deixe de lado aparelhos como televisão, tablet, videogames e celulares. A hora da refeição precisa ser em família, com troca de ideias.
  3. Não brigue se a criança não quiser comer. O momento de comer tem que ser vinculado a um tempo de alegria e de prazer, e não de punição.
  4. Apresente todos os alimentos para a criança. Isso deve ser feito desde o início da introdução alimentar, aos seis meses. Sempre coloque no prato todas as opções, mesmo que o seu filho deixe de lado um ou outro alimento.
  5. Varie na hora de preparar. Às vezes a criança não aceitou o alimento cozido, mas quem sabe assado vai melhor ou junto com outro ingrediente? Use a criatividade na cozinha!

Vale lembrar que um prato saudável deve conter:

  • 1 porção de proteína (carnes, frangos, peixes e ovos)
  • 1 porção de carboidrato (massa, arroz, batata)
  • 1 porção de verdura (fonte de fibra, vitaminas e minerais)
  • 1 porção de legume (também tem vitaminas e minerais)
  • 1 porção de leguminosa (feijão, ervilha, lentilha)

 

Este conteúdo não substitui a orientação de um especialista. Agende uma consulta com o nutricionista de sua confiança.

Referências bibliográficas:

Giliane Belarmino é nutricionista atuante na área há 18 anos, doutora em Ciências pela Faculdade de Medicina da USP.

Hughes SO. Maternal Predictors of Child Dietary Behaviors and Weight Status. Current Nutritional Report, 2018.

 

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