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Quais são os alimentos que provocam gases?

Postado em 26 de outubro de 2020 | Autor: Redação Nutritotal

Elencamos mitos e verdades desvendados pela ciência sobre a relação entre a dieta e a produção de flatulências

Para alguns, eles são motivo de constrangimento e de vergonha. Para outros, não passam de um alívio cômico. Fato é que os gases são processos naturais do nosso organismo, e o que comemos possui um papel importante no que diz respeito a quantidade e odor das flatulências. Há, por exemplo, certos alimentos que provocam gases, mas nem tudo o que ouvimos por aí sobre o assunto já encontra respaldo científico.

Para avaliar melhor a relação entre a alimentação e as flatulências, vale entender o que provoca os gases. Um estudo publicado pelo European Gastrointestinal Motility Society aponta que um dos seus efeitos causadores é a soma de resíduos de alimentos acumulados no intestino. Segundo os cientistas, a produção desses gases intestinais depende também de cargas pré-existentes e das colônias de bactérias e vírus presentes na microbiota.

E o que mais a ciência já sabe a respeito dos alimentos que provocam gases? Para responder, elencamos alguns mitos e verdades a seguir. Confira:

4 mitos e verdades sobre alimentos que provocam gases

Veja o que os últimos estudos científicos têm revelado.

Mulher com as mãos na barriga

Os gases podem gerar incômodo | Imagem: Freepik

Comer feijão no dia a dia causa mais gases

Parcialmente verdade. Quando se fala em alimentos que provocam gases, muitas pessoas pensam no feijão. Mas na realidade ainda não há um consenso no meio científico a respeito do consumo dessa e de outras leguminosas quanto ao aumento no nível de flatulência. E mais: a preocupação das pessoas com a flatulência excessiva por comer feijão pode ser exagerada, conforme apontou um estudo publicado pelo Nutrition Journal. De acordo com os cientistas, o aumento dos gases pode estar relacionado à ingestão de fibras do feijão, mas a variação das flatulências é individual e pode mudar também de acordo com o tipo de feijão consumido.

Alimentos fermentados são responsáveis por aumentar a flatulência

Verdade. Outro estudo, publicado pelo European Gastrointestinal Motility Society, afirma que dietas ricas em resíduos fermentáveis ​​aumentam a produção de gases intestinais. A pesquisa também sugere que diminuir a quantidade de alimentos fermentáveis e optar por uma alimentação no estilo mediterrâneo pode melhorar a condição de pacientes com altas quantidades de gases intestinais.

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Alimentos ricos em sulfeto causam mais gases

Mito. O que esses alimentos fazem, na realidade, é deixar o odor dos gases mais malcheirosos. Mas isso não quer dizer que eles aumentem a frequência de flatulência. Alguns exemplos, de acordo com uma pesquisa da Universidade de New South Wales, incluem alimentos como brócolis, couve-flor, ovos, carne bovina e alho.

Consumir leite pode provocar um aumento nos gases

Verdade. Segundo a Sociedade Brasileira de Motilidade Digestiva e Neurogastroenterologia, alimentos que contêm lactose, que é o açúcar do leite, podem estar relacionados ao aumento de flatulência. Além deles, comidas ricas em amido (batata, cereais, trigo), em sorbitol e frutose (presentes em adoçantes e produtos industrializados) também podem influenciar nos gases do intestino.

 

Este conteúdo não substitui a orientação de um especialista. Agende uma consulta com o nutricionista de sua confiança.

Referências bibliográficas:

Mego M. et al. Accumulative effect of food residues on intestinal gas production. European Gastrointestinal Motility Society, 2015.

Donna M. et al. Perceptions of flatulence from bean consumption among adults in 3 feeding studies. Nutrition Journal, 2011.

Azpiroz F. et al. Effect of a low-flatulogenic diet in patients with flatulence and functional digestive symptoms. European Gastrointestinal Motility Society, 2014.

Kourosh K. et al. Gutsy effort to produce comprehensive study of intestinal gases. Universidade de New South Wales, 2019.

Gases Intestinais. Sociedade Brasileira de Motilidade Digestiva e Neurogastroenterologia, 2019.

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