Alimentação na amamentação: o que comer e o que evitar?

Postado em 1 de agosto de 2019 | Autor: Redação Nutritotal

Confira a lista dos alimentos mais restringidos da dieta de mães lactantes e veja se isso é mesmo preciso

Com a chegada do bebê, a rotina da mãe muda por completo, desde as noites de sono interrompidas até a alimentação na amamentação, que pode precisar de alguns cuidados por conta da saúde da criança.

Segundo um estudo divulgado na Revista Paulista de Pediatria, dentre os principais motivos que levam as mães a não consumir alguns alimentos durante a amamentação, segundo relatos e crenças das próprias mães, estão possíveis cólicas e produção de gases nos pequenos e até mesmo assaduras.

Porém, outro estudo feito na Dankook University College of Medicine, em Seul, na Coreia, reitera que as mães que restringem pelo menos um tipo de alimento nesse período costumam não ter justificativa científica para tal e que, por isso, precisam ser educadas sobre práticas alimentares adequadas por um nutricionista.

Alimentação na amamentação: o que evitar?

A seguir, listamos alguns grupos de alimentos que as mães costumam evitar durante a amamentação para mostrar se você pode consumi-los ou se deve evitá-los:

Mulher sentada em um sofá, amamentando um bebê

Como equilibrar a alimentação na amamentação? | Imagem: Shutterstock

Refrigerantes, chás e café

Fontes de cafeína, essa substância pode ser transferida para o leite materno. O estudo da Dankook University explica que esse valor é geralmente menor que 1% da quantidade consumida pela mãe e não afeta negativamente os bebês. Porém, se a mãe exagera na quantidade diária, com mais de cinco xícaras de café ao dia, por exemplo, a cafeína pode sim afetar o sono do bebê.

Alimentos muito condimentados

Embora os sabores fortes, como o alho, possam alterar o cheiro e o sabor do leite materno, isso geralmente não faz com que os bebês passem mal. As crianças raramente reagem a um alimento que as mães consomem, e os poucos ingredientes que causaram reações foram diferentes em cada bebê. Portanto, não é recomendável que todas as mães que amamentam evitem determinados alimentos por conta de um tempero. Nesse caso, o ideal é consultar seu nutricionista para adequar a sua dieta.

Alimentos gasosos

É comum que as mães sejam alertadas para evitar alimentos como repolho, couve-flor e brócolis, pois seu consumo pode aumentar a produção de gases no intestino da mãe. No entanto, é importante deixar claro que gases e fibras não passam para o leite materno.

Frutas cítricas

Assim como os alimentos gasosos, os alimentos ácidos como laranja, limão, abacaxi e tomate não afetam o leite materno, pois eles não alteram o pH de sua fórmula.

Alimentos crus

Para quem ama comida japonesa como sashimi, além de outras como ostras e tartar, é importante saber que qualquer ingrediente cru pode ser uma fonte de infecção. Porém, o consumo desses alimentos pelas mulheres que amamentam não representa um sério problema para as crianças, embora exista a possibilidade de a mãe sofrer intoxicações alimentares. No caso de intoxicação alimentar, a mãe que não se hidratar adequadamente pode ter impactos na produção de leite, então deve-se preferir nesse momento consumir alimentos crus apenas em restaurantes de confiança.

Leite de vaca e produtos lácteos

Por serem importantes fontes de cálcio, recomenda-se que as mães que amamentam consumam 3 ou mais xícaras de leite ou produtos lácteos todos os dias. No entanto, vale ressaltar que as mães que amamentam não precisam beber leite extra para aumentar a produção de leite materno, a água sim é que pode trazer esse efeito. Além disso, o consumo deve ser excluído quando a criança receber o diagnóstico de alergia a proteína do leite, conhecida como APLV.

Outra opção benéfica é o leite vegetal, inclusive, temos uma receita de vitamina com esse ingrediente, basta clicar aqui.

Peixes e frutos do mar

São ricos em proteínas e ácidos graxos ômega 3. O consumo de peixe por mães que amamentam tem sido sugerido como benéfico para bebês, devido ao aumento na ingestão de ácidos graxos essenciais, que são importantes no desenvolvimento do cérebro da criança. Cuidados com o tipo e fonte do peixe devem ser tomados para evitar exposição excessiva ao mercúrio, mas a American Academy of Pediatrics concluiu que o possível risco de excesso de mercúrio ou outros contaminantes é compensado pelos benefícios neurocomportamentais da ingestão adequada de DHA.

Orientação

Existem poucos dados científicos sobre alimentos e amamentação, como quais seriam maléficos ou benéficos. Algumas pessoas falam dos alimentos ricos em açúcar, condimentados e apimentados como possíveis causadores de cólicas infantis, mas não há comprovação. Na prática isso é muito individual, às vezes uma mulher come chocolate e o bebê não tem nada, e outra mãe come a mesma quantidade e a criança sofre com cólicas.

Por isso, é importante reforçar que o ideal é não fazer várias restrições alimentares. Isso pode gerar incorreta ingestão de nutrientes, o que pode ser prejudicial para a produção de leite.

 

Este conteúdo não substitui a orientação de um especialista. Agende uma consulta com o nutricionista de sua confiança.

Referências bibliográficas:

Del Ciampo L. et al. Aleitamento materno e tabus alimentares. Rev Paul Pediatr, 2008.

Jeong G. Maternal food restrictions during breastfeeding. Dankook University College of Medicine, Seoul, Korea, 2017.

Leia também