Mitos e verdades sobre a relação entre a dieta e o autismo

Postado em 13 de maio de 2019 | Autor: Redação Nutritotal

Alguns alimentos potencializam sinais do transtorno do espectro autista; veja quais são eles

Pouca gente sabe, mas alguns alimentos podem ser responsáveis por potencializar os sinais que caracterizam o transtorno do espectro autista. É por isso que portadores da doença devem seguir uma dieta equilibrada, evitando esses alimentos. A seguir, você confere quais são eles.

A dieta no tratamento do autismo

Veja ingredientes que vale a pena evitar para quem recebeu o diagnóstico do transtorno do espectro autista:

Mãe alimentando o filho com sopa

Uma boa alimentação contribui para amenizar sinais  do autismo | Imagem: Shutterstock

Leite, soja e farinha de trigo são ruins para o autista

Verdade. Esses alimentos são possíveis alérgenos e podem potencializar os sintomas do transtorno. Quando retirados da dieta, o autista pode apresentar índices mais elevados de calmaria e concentração, e melhorar até mesmo sua atenção. Isso costuma ocorrer devido à constatação de que grande parte dos autistas apresenta uma deficiência enzimática que inibe a digestão completa da proteína presente nesses alimentos. Porém, como são alimentos que fornecem componentes importantes, a exclusão da dieta só deve ser feita por um profissional da saúde, que estará apto a orientar sobre possíveis substitutos.

O consumo elevado de alimentos cítricos pode ser bom

Mito. Os autistas com frequência apresentam desordens gastrintestinais, como a diminuição da produção de enzimas digestivas e inflamação, situações que podem causar diarreia, gastrite e refluxo. Para normalizar o funcionamento desse sistema, pode ser necessário o uso de probióticos em cápsula. Além disso, quando for de fato diagnosticado quadros de gastrite e refluxo, deve-se evitar o consumo de alimentos que poderiam piorar os sintomas, como temperos industrializados, extrato de tomate, café, chá preto, alimentos fritos e alimentos cítricos como laranja, limão e abacaxi.

Corante alimentício processado é um grande vilão para a dieta de quem tem autismo

Verdade. Por isso mesmo o autista deve evitar o consumo de salgadinhos, gelatinas, sucos em pó, balas e outros alimentos que sejam ricos em corantes ultraprocessados. O alerta se deve à hiperatividade que esse tipo de composto causa nos autistas. Uma dica é substituir esse ingrediente por colorações naturais, feitas com alimentos como cenoura e beterraba.

Autistas são mais propensos à obesidade

Verdade. A inatividade física e as limitações no convívio social podem trazer como consequência o não incentivo a praticar exercícios ao ar livre e pode levar ao sedentarismo e ao sobrepeso. O estudo verificou que crianças autistas possuem de duas a três vezes mais chances de serem obesas do que os adolescentes na população em geral. Por isso, a recomendação dos especialistas é estimular a realização de alguns exercícios físicos em casa para ajudar a lidar com essa falta de atividade.

Devido às restrições, autistas não conseguem consumir todas as vitaminas necessárias

Mito. Mesmo com as limitações alimentares, é possível estimular o consumo da maior variedade de alimentos para evitar deficiências nutricionais como a falta de vitamina e minerais. O autista deve comer frutas, legumes e alimentos ricos em ômega 3, como peixes e oleaginosas. E claro, preparar tudo isso com amor e dedicação é a base para cuidar de alguém que tenha o transtorno.

Saiba mais sobre o autismo

O transtorno do espectro autista é caracterizado por alterações na qualidade e na quantidade de interações sociais, além da comunicação e do uso da imaginação. O grau dessas alterações varia de pessoa para pessoa, que podem manifestar sintomas em conjunto ou isolados.

 

Este conteúdo não substitui a orientação de um especialista. Agende uma consulta com o nutricionista de sua confiança.

Referências bibliográficas:

Sociedade Brasileira de Clínica Médica. Alimentação no tratamento de autismo, 2015.

BRASIL. Ministério da Saúde. Secretaria de Atenção à Saúde. Departamento de Ações Programáticas Estratégicas. Diretrizes de Atenção à Reabilitação da Pessoa com Transtornos do Espectro do Autismo (TEA), 2016.

Broder-Fingert S, Brazauskas K, Lindgren K, Iannuzzi D, Van Cleave J. Prevalence of overweight and obesity in a large clinical sample of children with autism. Acad Pediatr. 2014.

WHITE, J.F. Intestinal Pathophysiology in AutismExp Bio Med., 2003.

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