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O que preciso saber sobre amamentação?

Postado em 3 de agosto de 2020 | Autor: Redação Nutritotal

Consultora esclarece mitos e verdades sobre o aleitamento materno

O leite materno é um alimento único, inigualável e se adapta às necessidades do bebê. O alimento ajuda a proteger a criança contra inúmeras infecções como diarreia e pneumonia. Por todos esses benefícios, ainda durante o pré-natal, é importante que a mulher se informe não só a respeito da importância do aleitamento materno como também tire todas as suas dúvidas sobre o assunto. Neste post, a consultora Ana Carolina Moreira Pagnota responde algumas perguntas comuns e esclarece o que é preciso saber sobre amamentação.

Afinal, o que preciso saber sobre amamentação?

A especialista no cuidado materno infantil lista alguns dos principais mitos e verdades sobre o aleitamento materno e a saúde da mulher e do bebê, confira:

Mulher amamentando bebê

Amamentar contribui com a saúde da mãe e do bebê | Imagem: Freepik

O bebê precisa mamar de 3 em 3 horas

Mito. Segundo Ana Carolina, a orientação é que seja feita a livre demanda, ou seja, o bebê deve mamar sempre que apresentar sinais de fome (quando começa a se mexer, fica inquieto, abre a boca movimentando a cabeça de um lado para o outro, leva a mão à boca, chora). “A mãe não precisa se preocupar com o relógio, e sim em aprender a identificar os sinais do bebê. Para ter um parâmetro, espera-se que um bebê faça em média de 8 a 12 mamadas por dia, variando bastante os intervalos e o tempo de cada mamada”, explica.

Existe idade “limite” para amamentar uma criança

Mito. A orientação do Ministério da Saúde é que o bebê mame exclusivamente no peito até os seis meses de idade e continue sendo amamentado após a introdução de novos alimentos até dois anos ou mais. Portanto, não existe limite para o tempo de amamentação.

É possível fazer regime durante a amamentação

Mito. Durante a amamentação, a mãe tem um gasto calórico maior que uma mulher que não esteja amamentando. Nesse momento, Ana Carolina diz que não é indicado fazer nenhum tipo de dieta sem orientação de um profissional. O mais importante é ter uma alimentação saudável, rica em alimentos frescos e naturais, a mais variada possível, evitando alimentos ultraprocessados. “O próprio gasto calórico com a amamentação ajuda a eliminar os quilos ganhos durante a gravidez”, conta.

Quem tem silicone pode amamentar

Verdade. De acordo com a consultora de amamentação, hoje em dia as técnicas cirúrgicas estão muito avançadas e a prótese não prejudica em nada a amamentação.

Mulheres com covid-19 não podem amamentar

Mito. Mulheres infectadas pelo vírus da dengue, por covid-19 ou por influenza podem amamentar seus filhos normalmente. Ana Carolina explica que as restrições de amamentação incluem as portadoras dos vírus HIV e HTLV 1 e 2, mães com hepatite C que estiverem com fissuras nos mamilos, com lesões ativas nas mamas de herpes simples ou herpes zoster e de bebês portadores de galactosemia (condição raríssima em que a criança é incapaz de digerir a lactose presente no leite materno).

Leia também: Mulher com câncer de mama pode amamentar?

É possível “desempedrar” o leite materno

Verdade. Ana Carolina afirma que a maneira mais eficaz de “desempedrar” o leite é fazendo massagens circulares em toda a mama, dando atenção especial às regiões mais endurecidas. “Faça uma ordenha manual retirando apenas uma quantidade de leite que traga alívio, evitando estimular muito a mama, pois quanto mais estimulada, mais leite vai produzir. Compressas frias (não com gelo) podem ajudar muito a aliviar o desconforto do excesso de leite nas mamas”, sugere.

Dá para congelar e conservar leite materno

Verdade. De acordo com a especialista, o leite materno deve ser mantido em frasco de vidro com tampa plástica por até 12 horas em geladeira ou até 15 dias em freezer.

Bom para a mãe também!

Agora que você já descobriu o que é preciso saber sobre amamentação, vale conhecer mais um benefício do aleitamento materno. Além dos bebês, as mães também podem ser beneficiadas pelo ato. Segundo Ana Carolina, para as mães, amamentar pode, por exemplo, contribuir com a prevenção de hemorragias e de doenças como diabetes tipo 2, câncer de mama, de ovário e de útero. Além disso, a ação pode acelerar a perda de peso e a volta do útero ao tamanho original.

 

Este conteúdo não substitui a orientação de um especialista. Agende uma consulta com o nutricionista de sua confiança.

Fonte:

Ana Carolina Moreira Pagnota é enfermeira, pós-graduada em saúde da família e da comunidade. Atua como consultora de amamentação e especialista no cuidado materno infantil. COREN-SP 335.562. Instagram: @benditotete

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