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Massa muscular se associa a sobrevida e incapacidade de pacientes críticos

Postado em 26 de outubro de 2020 | Autor: Marcella Gava

Estudo avaliou composição corporal no início da internação e desfechos clínicos em 6 meses

A redução do peso corporal durante internação na UTI está associada a pior sobrevida e um benefício paradoxal da obesidade tem sido sugerido no doente crítico. Sendo assim, o estudo de Jaitovich e colaboradores analisou a associação do músculo eretor da espinha (MEE), tecido adiposo (TA) e densidade óssea (DO) avaliados nas primeiras 24 horas de admissão na UTI com a sobrevida em 6 meses e incapacidade na alta hospitalar. A composição corporal foi avaliada através de tomografia computadorizada (TC), sendo que o MEE e a DO foram avaliados na altura da vértebra T12 e o TA por corte em T7-8.

Fizeram parte do estudo 507 pacientes dos quais 420 possuíam as três medidas. A área do MEE e a DO apresentaram correlação inversa com a idade. Após 6 meses, a sobrevida destes pacientes foi de 62%. Uma maior área do MEE se associou significativamente com a redução de mortalidade em 6 meses (OR 0,96 ; p<0,001) e com uma menor incapacidade (OR 0,98; p=0,012). A DO se associou significativamente com a redução de mortalidade em 6 meses e com uma menor incapacidade, porém após analise multivariada essa associação desapareceu. A área de TA não apresentou associação com sobrevida após 6 meses ou incapacidade.

Dessa maneira, os autores concluíram que a área do MME e a DO na admissão em UTI se associaram a sobrevida desses pacientes em 6 meses e incapacidade na alta hospitalar, sendo que o MEE é o único que mantém sua associação após analise multivariada. Já o TA não apresenta associação com as variáveis analisadas.

Referência

Jaitovich A et al. ICU admission body composition: skeletal muscle, bone, and fat effects on mortality and disability at hospital discharge—a prospective, cohort study. Crit Care. 2020; 24: 566.

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