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O que é nutrição parenteral periférica?

Postado em 3 de agosto de 2020 | Autor: Natália Lopes

A nutrição parenteral permite nutrir pacientes com o trato gastrointestinal não funcionante

A nutrição parenteral (NP) foi desenvolvida na década de 1970 e permite a alimentação daqueles pacientes impossibilitados de se alimentar via oral, por estarem com o trato gastrointestinal (TGI) não funcionante total ou parcialmente, e garante a manutenção ou recuperação do seu estado nutricional.

Tradicionalmente, a NP fornece nutrientes (glicose, aminoácidos, emulsão lipídica, oligoelementos) através de cateter instalado em acesso venoso central (veia subclávia ou jugular), porém devido aos vários eventos adversos, uma opção é utilizar vias de acesso periféricas. 

A nutrição parenteral periférica (NPP) permite a administração de soluções completas em nutrientes através de cateter mais fino instalado em veias periféricas. É indicada em casos cuja expectativa para uso da NP é menor que 15 dias e apresenta vantagens sobre o acesso central: ausência de complicações relacionadas a punção e presença do  cateter central; punção venosa mais fácil, rápida e de menor custo; a fórmula, normalmente, possui mais lipídios, o que reduz a probabilidade de hiperglicemia. 

Casos de indicação e contraindicação da NPP podem ser observados no quadro abaixo: 

Quadro 1. Indicações e contraindicações da NPP

IndicaçõesContraindicações
– Pacientes em preparo pré-operatório com TGI sem acesso por motivo de obstrução

– Pacientes em pós-operatório com dismotilidade prolongada

– Pacientes que se beneficiariam da NPP com proposta de utilização menor de 15 dias

– Veias periféricas inadequadas

– Pacientes com restrições de líquidos

– História de alergia a ovos ou emoções lipídicas intravenosas

– Indicação de NP por período superior a 15 dias

– Possibilidade do uso de alimentação enteral de forma efetiva

– Disfunção hepática importante

Embora menos graves que aquelas observadas em situações de nutrição parenteral central, as complicações no uso de NPP incluem: tromboflebite, reações alérgicas, infiltração de solução subcutânea, distúrbios metabólicos e hidroeletrolítico.

Referências: 

GONÇALVES, Rodrigo Costa et al. Manual BRASPEN de Competências Relacionadas à Dispensação e à Administração de Nutrição Parenteral. BRASPEN J, São Paulo, v.34, n.3, p. 217-232, 2019. 

PIRONI, Loris et al. ESPEN guideline on home parenteral nutritionClinical Nutrition, [S.L.], v. 39, n. 6, p. 1645-1666, jun. 2020. Elsevier BV.

WAITZBERG, Dan L. Nutrição Oral, Enteral e Parenteral na prática clínica. 5.ed. Rio de Janeiro: Atheneu, 2017.

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