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Quais as recomendações para se iniciar a nutrição enteral em pacientes sob risco de apresentar a síndrome da realimentação?

Postado em 29 de janeiro de 2019 | Autor: Natália Lopes

Cuidados nutricionais incluem controle hidroeletrolítico, suplementação de vitaminas e restrição de oferta calórica

Síndrome de Realimentação (SR) é caracterizada pelo desequilíbrio hidroeletrolítico desencadeado pelo retorno da alimentação em pacientes cronicamente adaptados à produção de energia através do metabolismo de lipídios, como casos de pacientes subnutridos e/ou submetidos a jejum prolongado. A SR deve ser evitada, uma vez que pode comprometer vários sistemas, como cardiovascular, respiratório, hematológico, musculoesquelético e neurológico.

 

Os pacientes em risco de SR apresentam um ou mais dos fatores abaixo:

– IMC < 16kg/m²

– Perda de peso involuntária >15% nos últimos 3 a 6 meses

– Muito pouca ou nenhuma ingestão nutricional por mais de 10 dias

– Baixos níveis séricos de K+, PO42- ou Mg2+ antes da alimentação

Ou dois ou mais dos seguintes fatores:

– IMC < 18,5kg/m²

– Perda de peso involuntária > 10% nos últimos 3 a 6 meses

– Muito pouca ou nenhuma ingestão nutricional por mais de 5 dias

– História de abuso de álcool ou drogas, incluindo insulina, quimioterapia, antiácidos e diuréticos.

 

Nessas condições, deve-se utilizar estratégias para evitar como:

– Dosar sódio, potássio, magnésio, fósforo e cálcio antes de iniciar a terapia nutricional e manter o monitoramento até atingir a meta de macronutrientes

– Normalizar alterações eletrolíticas, se fósforo <1mg/dL, magnésio <1mg/dL, potássio <2,5mEq/L

– Iniciar suplementação venosa de vitaminas oligoelementos antes de começar a TN e manter até atingir o 7º dia

– Manter a hidratação do paciente adequada, mas ter cuidado com a retenção de sódio e água

– Iniciar a TN com 10kcal/kg de peso/dia e aumentar em média 5kcal/kg de peso/dia até atingir a meta de macronutrientes

– Monitorar balanço hídrico, peso corporal e sinais/sintomas de insuficiência cardíaca

Referências:

National Institute for Health and Clinical Excellence. Oral nutrition support, enteral tube feeding and parenteral nutrition: clinical guideline. 2006

SAKAI, Alan Felipe; COSTA, Natalia Costa da. Síndrome de realimentação: da fisiopatologia ao manejoRevista da Faculdade de Ciências Médicas de Sorocaba, [s.l.], v. 20, n. 2, p.70-72, 25 jul. 2018. Portal de Revistas PUC SP.

Waitzberg, D.L. Nutrição Oral, Enteral e Parenteral na Prática clínica. 5ed. Rio de Janeiro: Atheneu, 2017.