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5 mitos e verdades da nutrição infantil

Postado em 12 de outubro de 2020 | Autor: Redação Nutritotal

Será que as crianças podem comer de tudo mesmo? E qual o limite para fazê-las consumir alimentos mais saudáveis?

Para muitos pais, um grande desafio é saber o que deve ser priorizado (e o que é melhor evitar) nas refeições de seus filhos. Afinal, a nutrição infantil está cercada por mitos e verdades sobre o que pode ser feito para ajudar no crescimento dos pequenos.

Segundo um artigo de revisão publicado pelo Jornal de Pediatria do Rio de Janeiro, não apenas o que as crianças comem é importante, mas também como, quando, onde e quem as alimenta. Por isso, a primeira dica para uma boa nutrição infantil é criar uma refeição mais responsiva, valendo-se das interações familiares e sociais à mesa, além das escolhas certas no cardápio.

Mas o que servir aos pequenos? E como? Para te ajudar a sanar de vez as dúvidas a respeito desse assunto, desvendamos os mitos e verdades da nutrição infantil. Confira:

Mitos e verdades da nutrição infantil

Além da escolha dos alimentos, cuidados comportamentais são importantes.

Mesa com pães de forma, bolachas, sucos

Alguns alimentos industrializados têm as crianças como público-alvo, mas nem sempre são as melhores opções | Imagem: Freepik

Peixes e frutos do mar podem ser consumidos por crianças

Parcialmente verdade. O guia alimentar infantil do Ministério da Saúde sugere que peixes e frutos do mar sejam evitados na forma crua até os dois anos. Porém, a partir dos seis meses de idade, é possível oferecer esses alimentos cozidos, desde que haja cuidado com eventuais espinhas. Além disso, um estudo publicado no Scientific Reports mostrou que o consumo de peixes entre crianças de nove a 11 anos pode ajudar no desenvolvimento cerebral e melhorar a qualidade do sono entre os pequenos.

Crianças até 2 anos de idade podem tomar café

Mito. De acordo com dados do Ministério da Saúde, o café, além de bebidas gaseificadas, chá preto e energéticos devem ser evitados por crianças pequenas, pois a cafeína é uma substância estimulante e que pode agitar a criança.

Confira outros sete alimentos que devem ser evitados até os dois anos

Corantes na alimentação podem causar alergias

Verdade. Os corantes fazem parte de um grupo de substâncias químicas que, segundo o Ministério da Saúde, também podem incluir conservantes, antioxidantes, aromatizantes, realçadores de sabor, adoçantes, entre outros. Esse grupo é chamado de aditivos alimentares, e seus efeitos de longo prazo sobre a saúde nem sempre são bem conhecidos, estando ligados à causa de alergias alimentares muitas vezes. Por isso, prefira o preparo de corantes caseiros caso queira mudar a coloração de alimentos para as crianças.

Não adianta brigar com a criança se ela não quiser comer algo novo

Verdade. Segundo um estudo do Current Nutrition Report, o momento de comer tem que ser vinculado a um tempo de alegria e de prazer, e não de punição. Por isso, forçar a criança a consumir um legume que ela não gostou ou que não está acostumada a comer pode ser ruim para a alimentação do pequeno. Priorize variar nos formatos e cocções de cada alimento.

Veja mais dicas para convencer seu filho a comer melhor

Após a criança comer verduras, ela deve ganhar uma recompensa ou prêmio

Mito. Assim como a refeição não deve ser conturbada para o pequeno, também é contraindicado ter a ideia de oferecer algo ou mesmo castigar a criança pelo alimento que ela comeu ou deixou de consumir. Isso porque ela pode fazer uma associação errada em relação à importância do comer, e isso será muito prejudicial futuramente.

Aprenda 5 formas de deixar as refeições das crianças mais saudáveis

 

Este conteúdo não substitui a orientação de um especialista. Agende uma consulta com o nutricionista de sua confiança.

Referências bibliográficas:

Liu J. et al. The mediating role of sleep in the fish consumption – cognitive functioning relationship: a cohort study. Scientific Report, 2017.

Guia alimentar para crianças brasileiras menores de 2 anos. Ministério da Saúde, 2019.

Silva G. et al. Alimentação infantil: além dos aspectos nutricionais. Jornal de Pediatria, 2016.

Hughes SO. Maternal Predictors of Child Dietary Behaviors and Weight Status. Current Nutritional Report, 2018.

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