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Suplementos e Nutrição Infantil

Postado em 29 de janeiro de 2019 | Autor: Natália Lopes

ABRAN traz recomendações sobre a oferta de suplementos para crianças com dificuldades alimentares

A Associação Brasileira de Nutrologia (ABRAN) criou parâmetros sobre uso de suplementos para crianças com dificuldades alimentares. Para criação desse consenso, foram consultados especialistas de todo o Brasil, que consideraram as principais queixas dos pais e características das crianças que apresentam recusa alimentar, além das reais necessidades nutricionais desse grupo.

Recomendações estabelecidas pela  ABRAN:

·         Polivitamínicos não têm indicação para tratamento das dificuldades alimentares;

·         Vitaminas isoladamente podem ser utilizadas para crianças que apresentam deficiências específicas plasmáticas ou de ingestão comprovadas;

·         Poliminerais não têm indicação para o tratamento das dificuldades alimentares;

·         Minerais específicos isoladamente podem ser utilizados para crianças que apresentam deficiências específicas plasmáticas ou de ingestão comprovadas;

·         Suplementos modulares podem ser utilizados quando houver deficiência isolada de um macronutriente específico ou prejuízo no estado nutricional da criança de acordo com a idade;

·         Suplementos nutricionais completos isocalóricos (suplementos completos) devem ser considerados como a principal estratégia de tratamento, podendo ser indicados prioritariamente nos seguintes casos:

·         Quando os inquéritos alimentares demonstrarem ingestão calórica-nutricional insuficiente;

·         Sempre que peso, estatura e/ou índice de massa corporal estiverem abaixo do recomendado ou desacelerando de acordo com a curva de crescimento da criança;

·        Sempre que estiverem presentes agravos à saúde a fim de oferecer segurança nutricional para a recuperação;

·       Quando o tempo para a reeducação alimentar for muito longo expondo a criança a risco nutricional até que seja implementada;

·       Face à presença de pais excessivamente ansiosos e com o objetivo de assegurar nutrição adequada;

·       Quando houver casos semelhantes na família que evoluíram mal sem a suplementação;

·       Sempre que for detectada doença de base (orgânica ou psíquica) a ser tratada, mas espera-se tempo longo para esse tratamento;

·       Quando a criança estiver em uso de medicamento que sabidamente reduzem o apetite;

·       Em casos de seletividade alimentar ampla por muito tempo, abrangendo macro e micronutriente.

·         Suplementos hipercalóricos podem ser utilizados desde que apresentem composição semelhante aos suplementos completos isocalóricos, apenas com a característica particular de apresentarem densidade energética elevada, o que pode ser indicado para crianças com dificuldade na ingestão do volume habitualmente prescrito;

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Fonte

http://abran.org.br/2018/12/20/suplementacao-para-criancas-com-dificuldades-alimentares-tem-primeiro-protocolo-clinico-de-tratamento-no-brasil-2/

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