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Quais são as estratégias nutricionais para pacientes com síndrome dos ovários policísticos?

Postado em 4 de janeiro de 2021 | Autor: Nicole Perniciotti

Intervenções nutricionais são indispensáveis para o tratamento de pacientes com SOP diagnosticada

A Síndrome do Ovário Policístico, ou mais popularmente conhecida como SOP, é um distúrbio endócrino comum, que afeta entre 5 a 10% das mulheres em idade reprodutiva. As características clássicas dessa síndrome incluem: oligomenorréia ou amenorréia, anovulação, infertilidade, hirsutismo (crescimento excessivo de pêlos com características masculinas), acne e queda de cabelo.

A resistência à insulina, com hiperinsulinemia compensatória, tem sido identificada como um componente chave na fisiopatologia da SOP, assim como o risco de sobrepeso e obesidade e dislipidemias, sendo estes fatores relacionados com um aumento no risco de desenvolvimento de doenças crônicas como diabetes tipo 2, hipertensão, distúrbios lipídicos, doenças cardiovasculares e neoplasias, como câncer de mama e endometrial.

Apesar de muito se estudar sobre, a verdadeira causa da SOP ainda é desconhecida, mas fatores ambientais, como hábitos alimentares, desempenham um papel importante na prevenção e no tratamento, e as modificações no estilo de vida são as estratégias terapêuticas mais importantes nesses pacientes.

Dada a prevalência de sobrepeso nestas pacientes (ate 50%), a redução de 5% no peso corporal pode controlar o aparecimento de DCNT. A abordagem dietoterápica deve ser voltada para os objetivos específicos, como melhorar a resistência à insulina, funções metabólicas, funções reprodutivas e redução de produção de adipocinas (adiponectina, leptina, visfatina) , que serão possíveis através do desenho de dieta hipocalórica para conseguir perder peso ou manter um peso saudável, limitar a ingestão de açúcares simples e carboidratos refinados, além de incentivar a ingestão de alimentos com baixo índice glicêmico para controle da relação glicose/insulina, redução de consumo de gorduras saturadas e trans e uma maior atenção a possíveis deficiências, como vitamina D, cromo e ômega-3.

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