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Quando e como deve acontecer a introdução alimentar?

Postado em 13 de julho de 2020 | Autor: Natalia Lopes

A introdução alimentar deve ter início com a oferta de frutas

Tanto crianças em aleitamento materno exclusivo, como aquelas que recebem fórmulas devem receber alimentos não-lácteos apenas a partir dos 6 meses, diante de desenvolvimento motor global e maturação sensório-motora oral, como controle da cabeça e tronco e desenvolvimento da capacidade de mastigar e engolir. Até essa idade, a Sociedade Brasileira de Pediatria (SBP) desaconselha a oferta de água, chás ou quaisquer outros alimentos.

A partir dos 6 meses, a introdução alimentar deve acontecer de forma lenta e gradual de outros alimentos, mantendo o leite materno até os 2 anos de idade ou mais, como resumido no quadro abaixo.

 

Quadro 1. Fluxo simplificado de introdução alimentar. Adaptado de SBP, 2019.

Faixa etária Tipo de alimento
Até 6º mês Leite materno exclusivo
6º a 24º mês Leite materno complementado
6º mês Frutas (amassadas ou raspadas)
6º mês Primeira papa principal (almoço ou jantar)
7º a 8º mês Segunda papa principal (almoço ou jantar)
9º a 11º mês Gradativamente, passar para a refeição da família com ajuste da consistência
12º mês Comida da família – observando a adequação dos alimentos consumidos pela família

 

A alimentação complementar deve ser começar com consistência pastosa (papas/purês), porém os alimentos não devem ser batidos e, sim, amassados com o garfo e, gradativamente, deve-se aumentar a consistência até chegar à alimentação da família.

Todos os grupos alimentares devem ser oferecidos, estimulando-se a variedade de alimentos ao longo dos dias, assim como o consumo diário de frutas, verduras e legumes nas refeições. Alimentos alergênicos, como leite de vaca, ovo, soja, trigo, peixes e frutos do mar, também devem ser oferecidos, porém com um intervalo de 3 a 5 dias, para que sinais de alergia alimentar possam ser identificados. Alimentos como açúcar, café, enlatados, frituras, refrigerantes, balas, salgadinhos e outras guloseimas devem ser evitados, principalmente até os 2 anos de vida do bebê. Vale lembrar, também, que assim que se inicia a oferta de alimentos não-lácteos, a água também deve ser ofertada aos bebês.

Referências

ROSSI, Luciana; POLTRONIERI, Fabiana. Tratado de Nurição e Dietoterapia. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan, 2019.

SOCIEDADE BRASILEIRA DE PEDIATRIA. Posição da Sociedade Brasileira de Pediatria diante do Guia de Alimentação do Ministério da Saúde. São Paulo: SBP, 2019.

SOCIEDADE BRASILEIRA DE PEDIATRIA. Departamento de Nutrologia. Manual de Alimentação: orientações para alimentação do lactente ao adolescente, na escola, na gestante, na prevenção de doenças e segurança alimentar. 4ª. ed. – São Paulo: SBP, 2018.

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