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Beijo transfere mais de 80 milhões de bactérias

Postado em 13 de fevereiro de 2015 | Autor: Alweyd Tesser

 

Em um estudo publicado na revista Microfilme, pesquisadores determinaram que as pessoas que se beijam frequentemente compartilham o conteúdo de seus microbiomas orais. Na verdade, em um único beijo de apenas 10 segundos, mais de 80 milhões de bactérias são transferidas de uma pessoa para outra. 

Um total de 42 pessoas (21 casais) entre 17 e 45 anos de idade preencheram um questionário sobre idade, sexo, frequência de beijo, tempo decorrido após o último beijo, tempo passado desde a última refeição, e composição da refeição. Então, os pesquisadores coletaram amostras da superfície da língua dorsal anterior e saliva de ambos os membros de cada casal antes e depois de um beijo íntimo de 10 segundos. Além disso, um dos parceiros foi convidado a consumir 50 ml de uma bebida de iogurte probiótico contendo L. rhamnosus GG, L. acidophilus LA5, e B. lactis BB12 marcadas. Após 10 segundos, foram coletadas amostras de saliva e língua a partir desse parceiro (doador) e depois de um segundo de beijo íntimo de 10 segundos as amostras de saliva e língua foram coletadas diretamente do outro parceiro (receptor). 

Os resultados demonstraram índices de similaridade das comunidades microbianas o que indica que os parceiros têm uma composição de microbiota bucal mais semelhante em comparação aos indivíduos não aparentados. Um beijo íntimo não levou a um aumento adicional significativo da semelhança média da microbiota bucal entre os parceiros. No entanto, foram observadas correlações claras entre os índices de similaridade da microbiota salivar de casais com a maior frequência de beijo e menor tempo desde o último beijo relatados no questionário. 

Com relação à análise de transferência de bactérias, os pesquisadores identificaram a presença de bactérias marcadas dos probióticos na maioria dos receptores, que seria correspondente a uma transferência bacteriana total de 80 milhões de bactérias em um beijo de 10 segundos.

“Nossos resultados demonstram que a microbiota compartilhada entre parceiros pode, a longo prazo, e com frequência de beijos, ter condições de se colonizar. Entretanto, os benefícios dessa troca dependem dos tipos de baterias presentes na microbiota do casal”, concluem os autores.

 

Referência (s)

Kort R, Caspers M, van de Graaf A, van Egmond W, Keijser B, Roeselers G. Shaping the oral microbiota through intimate kissing. Microbiome. 2014; 2:41.

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