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Consumo de carne defumada aumenta a mortalidade em mulheres com câncer de mama

Postado em 17 de fevereiro de 2017 | Autor: Alweyd Tesser

Um alto consumo de carne de churrasco ou defumada podeaumentar o risco de mortalidade após um diagnóstico de câncer de mama, concluium novo estudo publicado no Journal ofthe National Cancer Institute.

Os pesquisadores usaram dados de 1.508 mulheres queparticiparam do Long Island Breast CancerStudy Project. As mulheres foram entrevistadas após o primeiro diagnósticode câncer de mama primário invasivo ou insitu em 1996 e 1997, e novamente cerca de cinco anos depois. Parte dasavaliações incluiu consumo de carne grelhada/assada e defumada, tanto antesquanto depois do diagnóstico.

Após uma mediana de 17,6 anos de seguimento, houve 597mortes, incluindo 237 que foram especificamente por câncer de mama.

O consumo elevado de carnes grelhadas/assadas e defumadasantes do diagnóstico foi associado a um risco aumentado em 23% de mortalidadepor todas as causas (hazard ratio, HR, 1,23; intervalo de confiança, IC, de95%, 1,03-1,46).

Além disso, entre as mulheres que mantiveram o altoconsumo de carne grelhada/assada e defumada após o diagnóstico, o risco demortalidade por todas as causas foi elevado em 31% (HR, 1,31; IC de 95%,0,96-1,78).

O alto consumo foi definido como acima da mediana (44vezes por ano antes do diagnóstico e 36 vezes por ano após o diagnóstico) e foicomparado com baixo consumo nas análises multivariáveis.

O estudo incluiu quatro tipos de carnes grelhadas/assadase defumadas, que foram analisadas de forma coletiva e individual: carne bovina,cordeiro e carne suína grelhadas/assadas; carne bovina, cordeiro e carne suínadefumada, como bacon ou presunto; aves e peixes grelhados/assados; e aves epeixes defumados, como peru defumado ou salmão defumado.

Outras associações foram observadas no estudo, masnenhuma das estimativas foi significativa. No entanto, a equipe destacou umoutro achado: a mortalidade específica por câncer de mama era menor entre asmulheres com qualquer consumo de aves e peixes defumados antes e após odiagnóstico (HR, 0,55; IC de 95%: 0,31-0,97).

Mas, no geral, os autores concluíram que comer grandesquantidades de carne preparada nestas três formas pode não ser aconselhávelpara mulheres com câncer de mama.

“Essas carnes são uma fonte ‘prevalente’ dehidrocarbonetos aromáticos policíclicos (HAP) carcinógenos. Os HAPs são umgrupo de mais de 100 produtos químicos diferentes, formados quando a carne,incluindo carne bovina, suína, peixe ou aves, é cozida usando métodos de altatemperatura, como fritar ou grelhar diretamente sobre uma chama aberta, e que tambémsão gerados no processo de defumação”, explicam os autores.

Referência

Parada H Jr, Steck SE, Bradshaw PT, et al. Grilled, Barbecued, and Smoked Meat
Intake and Survival Following Breast Cancer. J Natl Cancer Inst. 2017;
109(6).

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