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Crianças que receberam leite materno são mais inteligentes?

Postado em 6 de agosto de 2020 | Autor: Marcella Gava

Crianças foram selecionadas com 1-2 meses e acompanhadas até os 6 anos de idade

Estudo avaliou crianças alimentadas com leite materno (LM), fórmula a base de leite de vaca (FLV), ou fórmula a base de proteína de soja (FS) quanto ao seu neurodesenvolvimento. As crianças foram selecionadas com 1-2 meses de idade e acompanhadas até os 6 anos. Foram coletados dados demográficos das crianças e dos pais, realizadas avaliações de performance intelectual e verbal e habilidades cognitivas gerais. As avaliações foram realizadas aos 3, 12, 24, 48 e 60 meses de idade.

Fizeram parte do grupo LM 174 crianças, do grupo FLV 169 e do grupo FS 161. O índice de desenvolvimento mental não diferiu entre os grupos. Já o índice de desenvolvimento psicomotor foi maior em crianças LM em comparação a crianças FS, aos 3 meses de idade. O índice de inteligência composta foi maior em crianças LM em relação as dos grupos FLV e FS aos 48 meses e também o índice de inteligência verbal aos 48 e 60 meses em comparação a FS. Não houve diferença no índice de inteligência não verbal entre os grupos. Crianças alimentadas com LM tiveram escores de linguagem pré-escolar, escores de compreensão auditiva e comunicação expressiva significativamente maiores que crianças FLV e FS aos 36, 48 e 60 meses.

Dessa maneira, os autores concluíram que o aleitamento materno foi associada a diferenças estatisticamente significativas entre crianças de 3 e 5 anos em inteligência verbal, comunicação expressiva, auditivo e auditivo, tendo este último potencial risco de efeitos dimórficos sexuais. No entanto, essas diferenças permanecem pequenas e podem não ter relevância clínica. No geral, fórmula a base de leite de vaca e fórmula a base de proteína de soja não diferiram significativamente.

Referência:

Bellando J et al. Developmental assessments during the first 5 years of life in infants fed breast milk, cow’s milk formula, or soy formula. Food Sci Nutr. 2020 Jul; 8(7): 3469–3478.

 

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