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Dieta mediterrânea diminui aterosclerose

Postado em 13 de maio de 2017 | Autor: Alweyd Tesser

Resultados de um estudo demonstraram que a aderência auma dieta estilo mediterrâneo mostrou, em um novo estudo, uma associaçãoprotetora dose dependente com presença, número e espessura das placasateroscleróticas, independentemente de outros fatores de risco.

Pesquisadores utilizaram a ultrassonografia para avaliara extensão das placas ateroscleróticas nos territórios carotídeo, femoral eaórtico em 2523 operários de meia-idade (média de idade de 51 anos, 95% homens)sem história de doença cardiovascular.

Um questionário com 134 itens de frequência alimentar foiusado para calcular o índice Alternativo Mediterrâneo (aMED), que considera oconsumo de frutas, verduras, nozes, leguminosas, grãos integrais, peixe, carnesvermelhas, álcool e a razão gordura monoinsaturada/gordura saturada. A pontuaçãototal pode variar de 0 a 9, com pontuações mais altas refletindo maioraderência à dieta mediterrânea.

Do total de voluntários no estudo, placas estavampresentes em algum território em 1983 participantes. A pontuação média aMED foide 4,19, o que representa uma aderência moderada à dieta mediterrânea, semqualquer diferença entre os sexos.

Em comparação com participantes no menor quartil do aMED(0-2 pontos), aqueles no maior quartil (6-9 pontos) eram mais velhos (51,7 anosem relação a 50,9 anos) e tinham menor probabilidade de serem fumantes (25,3%em relação a 44%).

Quando os participantes dos quartis mais altos foramcomparados com os quartis mais baixos de aMED, houve uma redução significativana presença de placas nas artérias femorais (odds ratio, OR, de 0,74; IC de95%, 0,54-1,02; P = 0,045), independentemente de todos os fatores de risco emediadores.

No maior quartil aMED, a presença de placa foisignificativamente reduzida na aorta após ajuste para idade e sexo (OR de 0,72,IC de 95%, 0,55-0,94; P = 0,006), mas esta diferença não manteve significadoestatístico após o ajuste completo (P = 0,303). Não foram observadas diferençassignificativas nas placas carotídeas entre os dois quartis de aMED em nenhumdos modelos.

Entre os tabagistas no maior quartil de aMED, no entanto,a presença de placas foi reduzida em 61% nas artérias femorais (OR de 0,39, ICde 95%, 0,22-0,69, P = 0,001) e 67% em qualquer território (OR de 0,33, IC de95%, 0,14-0,79, P = 0,008).

O escore aMED também foi inversamente associado ao númerode placas em todos os territórios, exceto nas carótidas,

“De todas as dietas que estudamos, todos dizem que adieta mediterrânea é a que devemos seguir, então se a pontuação aMED é umaferramenta que pode ser usada e que está relacionada a resultados, deve serutilizada como algo para encorajar seus pacientes”, concluem os autores.

Referência

Gallego RM, Uzhova I, Moreno-Franco B, et al. Adherence to a Mediterranean diet is
associated with the presence and extent of atherosclerotic plaques in
middle-aged asymptomatic adults: The AWHS study. European Atherosclerosis
Society. 2017;222.

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