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Efeitos da dieta hiperproteica para pacientes com pneumonia grave

Postado em 26 de agosto de 2021 | Autor: Aline Palialol | Tempo de leitura: 4 min

Além do risco de novas infecções, o paciente com pneumonia grave está suscetível à desnutrição

imagem de um raio x - HIPERPROTEÍCA

A pneumonia é uma infecção microbiana que tem origem nos pulmões, podendo iniciar-se em estado agudo e agravar-se até o óbito do paciente. O paciente com pneumonia grave tem uma demanda energética elevada com alto risco de desnutrição pela impossibilidade de alimentação oral devido à necessidade de ventilação mecânica na maioria dos casos.

Sabendo dessa condição, do risco de agravo da saúde pela baixa imunidade que facilita outras infecções e com base em estudos que demonstram que a nutrição enteral rica em proteínas impacta positivamente na barreira mucosa do intestino, um estudo buscou identificar uma possível relação entre uma terapia nutricional hiperproteica e a melhora do paciente com pneumonia grave. Para isso, durante um ano, 108 pacientes com pneumonia grave com idade média de 54 anos foram acompanhados e divididos em grupos controle e experimental.

Ambos os grupos receberam o tratamento básico e nutrição enteral para as necessidades nutricionais gerais e receberam também suplementação por nutrição parenteral (glicose + leite gordo + aminoácidos). Após as práticas de tolerância no grupo controle, foi ofertada uma infusão de 100-125 ml/h para esses pacientes. Enquanto os pacientes do grupo experimental receberam uma preparação multiproteica de 20 g/dL adicionada à solução tradicional de nutrição enteral.

Para observar os resultados na barreira mucosa intestinal, a diamina oxidase, a D-lactate e a endotoxina bacteriana, fatores que afetam a barreira mucosa intestinal, foram analisadas, além da dismotilidade gastrointestinal (diarreia, inchaço, refluxo, retenção gástrica e sangramento gastrointestinal). Esses dados foram analisados antes do tratamento, após 7 dias e após 14 dias.

Antes do tratamento, os números desses índices foram semelhantes, havendo diferenças mínimas que ao longo das análises puderam ser mais bem observadas. O grupo experimental apresentou redução nos níveis sanguíneos de diamina oxidase, D-lactate e endotoxina bacteriana, o que protege a função da barreira mucosa intestinal.

Além disso, esse grupo apresentou uma melhora na motilidade intestinal, demonstrando que a suplementação de proteína na terapia nutricional de pacientes com pneumonia grave pode ser uma via eficaz de cuidado com a desnutrição, com o risco de demais infecções e agravo da pneumonia. Entretanto, os pesquisadores declararam que foram poucos dados analisados, sendo necessário que novas pesquisas sobre essa relação sejam realizadas para a confirmação do benefício avaliado.

 

Referência

Weidong Tang, Xuebo Shao, Qi Chen, Lijun Zhu, Yanyan He, Enkui Lu. Nutritional status of protein intake in severe pneumonia patients based on dietary nutrition information system. Journal of Infection and Public Health, Volume 14, Issue 1, 2021, Pages 66-70, ISSN 1876-0341. https://doi.org/10.1016/j.jiph.2019.07.016.

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