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Estudo quantifica a ingestão habitual de café no Brasil

Postado em 23 de abril de 2015 | Autor: Alweyd Tesser

Um estudo publicado no British Journal of Nutrition demonstrou que no Brasil, o consumo habitual médio de café corresponde a 163 mL, ou 1,5 xícaras/dia e observou diferenças no consumo habitual da bebida de acordo com sexo e idade, entre as cinco regiões brasileiras. “O café tem importância central na economia de muitos países em desenvolvimento, bem como para a economia mundial. No entanto, apesar do consumo de café ser muito difundido, há poucos dados disponíveis mostrando o consumo habitual desta bebida”, afirmam as autoras. 
 
Para avaliar o consumo de café pela população, foram utilizados dados da Pesquisa de Orçamentos Familiares, coletados em 2008 e 2009, a partir de uma amostra probabilística de 34.003 brasileiros com idade de 10 anos ou mais. O método do Instituto Nacional do Câncer foi aplicado para obter a ingestão habitual com base em dois diários alimentares não consecutivos. As análises estatísticas descritivas foram realizadas por sexo e idade para o Brasil e suas regiões. 
 
A ingestão média diária de café estimada para a população brasileira foi de 163 mL (DP 2,8 mL). A comparação por sexo demonstrou que os homens tinham ingestão habitual de café 12% maior que as mulheres. Além disso, o maior consumo foi registrado entre os homens mais velhos. Entre as cinco regiões pesquisadas, o Nordeste teve o maior consumo habitual médio de café (175 mL). O método mais comum de fazer café foi o filtrado/café instantâneo (71%). Já a principal maneira de adoçar as bebidas foi com açúcar (87%).
 
“Café ocupa uma posição de destaque entre as bebidas mais consumidas por brasileiros e representa um importante veículo para antioxidantes, estimulantes e adoçantes na dieta”, concluem as autoras. Elas afirmam que avaliar a ingestão habitual dessa bebida é uma forma de monitorar um aspecto do consumo habitual da dieta de uma população.
Referência (s)

Sousa AG, da Costa TH. Usual coffee intake in Brazil: results from the National Dietary Survey 2008-9. Br J Nutr. 2015:1-6. [Epub ahead of print]

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