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Existe relação entre candidíase e alimentação?

Postado em 10 de maio de 2021 | Autor: Aline Palialol | Tempo de leitura: 4 min.

Microbiota intestinal saudável também apoia para a prevenção da candidíase

A candidíase vulvovaginal é uma manifestação de sintomas como coceira, desconforto e vermelhidão provocada pela proliferação excessiva de fungos, principalmente, a Candida albicans. Esse fungo faz parte da microbiota vaginal, mas pode desenvolver-se com intensidade se houver umidade excessiva na região, se o sistema imunológico não estiver fortalecido, se o pH vaginal estiver ácido e por outras condições hormonais e ambientais.

Além desses fatores, hábitos alimentares não saudáveis contribuem para o surgimento e persistência desses sintomas. A microbiota intestinal também pode colaborar para essa proliferação fúngica pois, segundo estudos, a microbiota do intestino impacta diretamente na saúde urogenital feminina e no sistema imunológico.

O uso frequente de antibióticos e alguns fatores dietéticos também estão atrelados à incidência de candidíase. Isso porque, os antibióticos reduzem a proteção da flora vaginal permitindo a colonização por espécies de Candida. E em relação à dieta, o alto consumo de: açúcar (principal substrato da C.albicans), sucos de frutas cítricas, alimentos fermentados como pães, carboidratos refinados e simples, queijos, leite e bebidas alcoólicas também promovem o crescimento de Candida.

Pensando nisso, apresentamos abaixo uma lista de alimentos que podem ajudar no tratamento e prevenção da candidíase:

  • Óleo de coco: segundo estudos, o ácido caprílico, encontrado em óleos de coco, foi efetivo e rápido na eliminação de três espécies de Candida;
  • Alho fresco: rico em alicina que possui ação antiviral, antifúngica e antibiótica, ele contém considerável teor de selênio agindo como antioxidante;
  • Óleos de cravo e orégano: esses apresentaram resultados semelhantes aos medicamentos usados no tratamento da candidíase, podendo ser alternativas não farmacológicas;
  • Cranberry: apresenta propriedades antioxidantes e pode inibir o crescimento de microrganismos;
  • Prebióticos: contribuem para o crescimento de probióticos, modulando a função entérica e sistêmica da resposta imune e diminuindo as chances de instalação de patógenos.

A suplementação de glutamina também é destacada em estudos, pois diminui a incidência do fungo, reduzindo o número de colônias infectadas. Sendo uma opção na orientação à paciente.

Portanto, uma alimentação saudável e equilibrada, além do consumo de probióticos, apoia a prevenção de doenças e infecções como a candidíase, melhorando a qualidade da microbiota intestinal e mantendo o pH da vagina equilibrado. Assim, pode-se evitar a proliferação excessiva dos fungos Candida albicans.

Referências

Andrade, V.L.A. Candidíase de repetição: uso de probióticos como terapia complementar. Portal PEBMED. 2019

Firmiano, Letícia; Dias, Daniela Prado; Santos, Thalita Grazielly; Terra, Sônia das Neves; Queiros, Viviane Martins dos Anjos. Benefício dos Alimentos Usados como Terapia Complementar para Candidíase Vulvovaginal Recorrente. Id on Line Rev.Mult. Psic.,Dezembro/2020, vol.14, n.53, p. 913-925.

Medeiros, Eduardo Zanatta et al. 34580-Candidíase vaginal: uma breve revisão sobre prevenção e tratamentos. 35096-Apoio e cuidado aos cuidadores: relato de estágio junto a equipe do CAPS II do município de Criciúma-SC, p. 21.

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