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Nonagenários têm baixo risco de desnutrição

Postado em 19 de fevereiro de 2016 | Autor: Alweyd Tesser

 

Resultados de um estudo conduzido por pesquisadores italianos demonstrou que nonagenários (pessoas com idade entre 90 e 99 anos) apresentaram bom estado nutricional geral com baixo risco de desnutrição.
 
Na área de Mugello (Itália), uma amostra de 321 nonagenários (92 homens e 229 mulheres) foi recrutada para um estudo que teve como objetivo investigar vários problemas de saúde, incluindo os relacionados com o estado nutricional. Para investigar o estado nutricional foi utilizado o índice de massa corporal (IMC), a circunferência do braço (CB), a circunferência da panturrilha (CP), o Malnutrition Universal Screening Tool (MUST), e a análise vetorial de bioimpedância elétrica (BIVA). Duas abordagens diferentes foram utilizadas para a análise de dados BIVA: o método clássico e o método específico.
 
Os resultados demonstraram que 74,8% dos indivíduos apresentaram baixo risco de desnutrição de acordo com a MUST. Cerca de 62% dos valores de CP foram superiores a 31 cm, e 86,8% apresentaram valores de CB superiores a 22 cm, que indicam um bom estado nutricional geral.
 
Os parâmetros da bioimpedância variaram em função do sexo e da abordagem BIVA: aqueles obtidos pela abordagem específica foram mais fortemente correlacionados com a pontuação MUST e os valores de CB e CP mais associados com a abordagem clássica.
 
“Os resultados desse estudo demonstraram uma alta prevalência de baixo risco de desnutrição entre nonagenários. Acima de tudo, os parâmetros bioelétricos obtidos pela abordagem BIVA específica foram mais fortemente correlacionados com ambos os parâmetros antropométricos e com o risco de desnutrição por MUST”, concluem os autores. “No entanto, mais estudos são necessários para confirmar estes resultados nessa faixa etária específica”, afirmam.
Referência (s)

Bonaccorsi G, Santomauro F, Lorini C, Indiani L, Pellegrino E, Pasquini G, et al. Risk of malnutrition in a sample of nonagenarians: Specific versus classic bioelectrical impedance vector analysis. Nutrition. 2016; 32(3):368-74.

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