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Obesidade infantil, uma só consulta dietética é eficaz no tratamento?

Postado em 1 de março de 2021 | Autor: Eduarda Rodrigues

O acompanhamento nutricional é essencial para prevenção e tratamento da obesidade infantil

A obesidade segue sendo um problema de saúde pública que afeta ao mundo todo, sendo que nos últimos anos essa doença crônica vem ganhando força especialmente em crianças e adolescentes. Segundo dados divulgados em 2019 pela Organização Mundial da Saúde (OMS), até 2025 a população de crianças e adolescentes obesos pode ultrapassar os 75 milhões no mundo todo, já aqui no Brasil, de acordo com o IBGE, no último ano, mais de 16% das crianças estão com sobrepeso, sendo que entre 9 a 5% dessas crianças tem obesidade ou obesidade grave.

A obesidade infantil tem um grande impacto na qualidade de vida, saúde física e psicológica das crianças, assim a prevenção desde a primeira infância é fundamental e deve ser incentivada. Medidas de prevenção à obesidade infantil devem incluir:

– Incentivo a alimentação saudável, através de programas de educação alimentar que oriente escolha de alimentos mais saudáveis

– Incentivo ao preparo das refeições em família

– Incentivo a prática de atividade física. Recomendação: 12 a 60 minutos de exercício por dia

– Recomenda-se redução do tempo de exposição a tecnologias, como videogame e celular

Diretrizes destacam, ainda, o papel da família e o ambiente em que essa criança se encontra, pois para mudança ser efetiva na saúde da criança também tem que ter incentivo dos pais e familiares nas modificações de padrões, principalmente alimentares.

Para a obesidade, o melhor caminho é o da prevenção, porém, quando necessário, o tratamento deve focar na prevenção de possíveis complicações de saúde como doenças cardiovasculares e diabetes mellitus, tendo o acompanhamento nutricional dessa criança o principal meio de se obter respostas positivas e efetivas na melhora no quadro de obesidade.

O acompanhamento nutricional deve incluir a avaliação de medidas antropométricas, a proposta da reeducação alimentar, incluindo menus interativos e diversificados e o controle do peso.

Apesar de a intervenção nutricional ser de extrema importância, vale considerar o suporte médico e psicológico, com o uso de entrevistas motivacionais, e intervenções multidisciplinares, com oferta de medicamentos e internações em clinicas especializadas.

Referência

BROWN, Callie L.; PERRIN, Eliana M.. Obesity Prevention and Treatment in Primary Care. Academic Pediatrics, [S.L.], v. 18, n. 7, p. 736-745, set. 2018. Elsevier BV. .

WEIHRAUCH-BLÜHER, Susann; KROMEYER-HAUSCHILD, Kartin; GRAF, Christine; WIDHALM, Kurt; KORSTEN-RECK, Ulrike; JÖDICKE, Birgit; MARKERT, Jana; MÜLLER, Manfred James; MOSS, Anja; WABITSCH, Martin. Current Guidelines for Obesity Prevention in Childhood and Adolescence. Obesity Facts, [S.L.], v. 11, n. 3, p. 263-276, 2018.

GOÍAS. Brasil. Secretaria de Estado de Saúde. Obesidade infantil desafia pais e gestores. 2019.

BRASIL. BRASIL. (org.). Obsidade Infantil.

Bello P, Gallardo P, Pradenas L, Ferland JA, Parada V (2020) Best compromise nutritional menus for childhood obesity. PLOS ONE.



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