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Suplementação previne inflamação em corredores

Postado em 8 de fevereiro de 2021 | Autor: Marcella Gava

Atletas receberam suplementação de ômega-3 durante 4 semanas

Exercícios vigorosos podem levar a lesão muscular induzida por exercício (LMIE), gerando dor, inchaço, perda de força muscular e de potência, redução de amplitude de movimento (ROM), dor muscular de início retardado e recuperação prejudicada, levando a prejuízo na performance física. Dado estes fatos, estudo conduzido por Kyriakidou e colaboradores avaliou os efeitos de suplementação com ômega-3 em lesão muscular induzida por exercício (LMIE) em praticantes de corrida em declive. Assim, participaram do estudo 14 voluntários saudáveis, do sexo masculino, fisicamente ativos e com idade entre 18 e 35 anos de idade. Foram realizadas medidas antropométricas, coletadas amostras de urina e sangue e avaliada dor muscular percebida, máxima contração isométrica voluntária (MCIV) na perna e potência de pico anaeróbica através do teste de Wingate como marcadores indiretos de dano muscular, e realizado teste de VO2 máximo, ao inicio do estudo. Após isso, os voluntários foram randomizados em grupo ômega-3 (N3), os quais receberam 3g/dia de n-3 PUFA (3 cápsulas por dia, sendo que cada cápsula continha 1040 mg de PUFA n-3, 715 mg de EPA e 286 mg de DHA), e em grupo placebo, que recebeu 3 cápsulas de 600mg de colágeno ao dia. Os voluntários realizaram 4 semanas de suplementação e voltaram a visita onde realizaram todos os exames novamente e o protocolo LMIE. Alguns exames foram repetidos imediatamente após e 24, 48 e 72 horas após a aplicação do protocolo de exercício LMIE.

Ambos os grupos apresentaram consumo alimentar e nível de hidratação similares antes e após a intervenção, sendo que apenas o consumo de ômega-3 diferiu após o período de intervenção; os grupos também eram parecidos quanto as variáveis antropométricas e nível de treinamento. Após a intervenção, não houve diferença significativa em nenhuma das variáveis entre os grupos. IL-6 e dor muscular foram maiores no grupo placebo em comparação ao grupo ômega-3, o pico de força foi menor também no grupo controle, porém tais diferenças não foram significativas. O grupo N3 apresentou dor muscular de início retardado mais elevado que o grupo placebo. As demais variáveis não diferiram entre os grupos.

Dessa forma, os autores concluíram que uma suplementação de 3g/dia de ômega-3 pode atenuar aspectos do treino LMIE, como dor muscular de início retardado e potência de pico. Foi observada também uma resposta inflamatória mais abrandada após os exercícios no grupo N3. A suplementação de n-3 teve impacto limitado na função muscular e desempenho subsequente. No entanto, vale destacar que o número de participantes no estudo foi pequeno (n=14) e, portanto, mais estudos são necessários para comprovar os benefícios do ômega-3 para corredores.

Referência

Kyriakidou Y et al. The effect of Omega-3 polyunsaturated fatty acid supplementation on exerciseinduced muscle damage. Journal of the International Society of Sports Nutrition (2021) 18:9.

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