Terapia nutricional parenteral a longo prazo causa deficiência de ferro

Postado em 22 de maio de 2015 | Autor: Alweyd Tesser

 

Com o objetivo de determinar a prevalência de anemia ferropriva (AF) para avaliar a incidência da deficiência de ferro e examinar a eficácia de reposição de ferro parenteral em pacientes sob terapia nutricional parenteral domiciliar (TNPD) a longo prazo, pesquisadores norte-americanos conduziram um estudo no qual observaram que esses pacientes tiveram uma alta incidência de anemia por deficiência de ferro.
Trata-se de um estudo retrospectivo que avaliou o diagnóstico, tempo para o desenvolvimento de AF, valores de hemoglobina, ferritina e volume corpuscular médio (VCM) de prontuários de pacientes em TNPD. Os pesquisadores também investigaram a resposta dos pacientes após a terapia de reposição de ferro, que incluiu a infusão terapêutica com ferro dextrano, sucrose de ferro ou gluconato ferroso ou ferro dextrano adicionado à NP.
Foram selecionados 185 pacientes (idade, 52,8 anos; 64,8% mulheres), dos quais os pesquisadores avaliaram a AF e a deficiência de ferro antes e após o início da TNPD. Muitos pacientes já haviam começado a TNP antes de transferir o cuidado para o domicílio. Apenas 98 apresentaram em seus prontuários, nível de ferro antes do início da TNPD, e destes, 93 tinham by TermBlazer” href=”http://www.nutritotal.com.br/admin/notas/?acao=ed&id=735#23582113″ class=”uhtecumkrkr”> reservas de ferro suficientes, e 5 tinham AF preexistente. Durante a TNPD, a deficiência de ferro estava presente em 60 dos pacientes (32,4%), dos quais 57 apresentaram níveis de ferritina abaixo do intervalo normal, e 3 tinham aumentado os níveis de ferritina no contexto de inflamação ativa.
Com relação à reposição de ferro, os pacientes com ambos os métodos de substituição apresentaram melhora significativa no estado de ferro. Nos pacientes com substituição do ferro intravenoso, a ferritina aumentou de 10,9 para 107,6 mcg/L (p < 0,0001); a hemoglobina aumentou de 11,0 para 12,5 g/dL (p = 0,0001); e o VCM aumentou de 84,5 para 89,0 fL (p = 0,007).
Dos 93 pacientes que apresentaram armazenamento de ferro antes de iniciar TNPD, 37 (40%) desenvolveram a deficiência de ferro durante a terapia. O tempo médio para o desenvolvimento da deficiência de ferro foi de 27,2 meses (variação, 2-149 meses).
Os autores concluem que a terapia nutricional parenteral domiciliar a longo prazo pode causar deficiência de ferro e consequente anemia ferropriva, e que a reposição de ferro através de infusão intravenosa de ferro ou adição de ferro dextrano de manutenção para na NP são medidas seguras e igualmente eficazes para corrigir a anemia por deficiência de ferro e devem ser utilizadas.

 

Referência (s)

Hwa YL, Rashtak S, Kelly DG, Murray JA. Iron Deficiency in Long-term Parenteral Nutrition Therapy. JPEN. 2015 [Epub ahead of print]

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